22/10/2015

Portugal suspenso...

Depois de 4 de Outubro há muito nervosismo. A direita, convicta de que o Estado é a sua quinta privada, nega-se a ver o evidente: a maioria dos eleitores não lhes renovou a confiança. A PaF - PPD-PSD/CDS-PP, ficou em primeiro lugar mas perdeu as eleições, porque não tem a maioria de deputados que podem viabilizar um governo. Perdeu deputados e, uns mais e outros menos, todos ganharam os deputados que a direita perdeu. A direita esconde algo, mas dentro de uma ou duas semanas já saberemos o quê. Esconde algo porque não é normal o histerismo a que chegou. Nós sabemos muito bem que a "casta" dos poderosos gosta de encher a boca de democracia, mas gosta muito mais de engordar à custa do empobrecimento da maioria. Fala de tratados internacionais mas não cumpre a Constituição da República, vende o património nacional como se fosse parte dos seus bens privados e pessoais, usa os meios de intoxicação social - revistas, jornais, televisões, blogues, diários digitais e os seus profissionais (salvo raras e honrosas excepções) transformados na "voz do amo"-, para manipular, amedrontar, fazer chantagem, desenvolver a iliteracia, enganar, mentir, prostituir, exibir a mediocridade, promover comentadores de lixo, transformar pseudo-cientistas sociais em astrólogos e comentadores de metro e meio em onanistas gigantes. A casta, os de cima, a direita, mira-se ao espelho todas as manhãs, e nas imagens reflectidas vê belas onde só há bestas. A direita anda com problemas hormonais, exagera na prática do coito interrompido, alimenta a líbido com irrealidades fantasmagóricas e, pior do que tudo, atinge o clímax embriagada de irracionalidade. E a direita precisa de se democratizar ou não atingirá a plena juventude, porque  não há lifting que a faça mais nova enquanto  perseverar em ser tão velha como o velho do Restelo. A direita tem um presidentinho e nisso ganha a Portugal que não tem Presidente nenhum. Mas tem um parlamento democraticamente eleito, onde uma maioria de esquerda vai trabalhar para restituir a dignidade ao Povo, depois de 4 anos de atrocidades e sequestro. E isto, não há nenhum génio da banalidade accionista do BPN, que o pare.