16/02/2015

Wolfgang Schäuble e Karlheinz Schreiber, a superioridade moral alemã...

Que um ministro alemão defenda os interesses do seu país. é legitimo. Que o mesmo ministro tenha o descaramento de insultar o povo grego, porque  democraticamente elegeu um governo que defende o povo que o votou e não os interesses do ministro alemão, é o cúmulo da arrogância autoritária e da ética podre dos "intocáveis corruptos" do norte, quando alguém lhes faz frente e questiona a legitimidade das suas políticas. Porque é de política que se trata, e do exercício da política sobre a ditadura do pensamento único, que a quer fazer refém perpétua dos interesses económico-financeiros dos amos do mundo. Outra Europa é possível  e é isso que os alemães mais temem, que os cidadãos europeus acordem e lhe degolem a galinha dos ovos de ouro, porque são eles os que mais beneficiam do austericídio que têm imposto aos povos do sul. Que na Europa as coisas nunca mais serão como antes, está à vista depois da vitória eleitoral do Syriza, e do apoio popular de que goza e que tem vindo a aumentar depois das primeiras acções do novo governo; mas também se intui devido ao nervosismo de Angela Merkel, ao permitir que seja o seu ministro eticamente mais vulnerável, Wolfgang Schäuble, partícipe directo da trama de corrupção e financiamento ilegal da CDU ao relacionar-se e receber milhares de dólares do traficante de armas e outras "artes" Karlheinz Scheiber, a capitanear o contra-ataque e a continuação da chantagem. A Grécia é, neste momento, a esperança e a única garantia para demonstrar que o mais importante para a Europa não é resgatar bancos nem os interesses financeiros de umas quantas multinacionais ou agiotas, mas resgatar a dignidade e as pessoas, os valores humanistas e sociais  para colocar ao serviço das maiorias, que vivem hoje abaixo do limiar da pobreza.