18/02/2015

"Juncker admite que a troika atentou contra a dignidade da Grécia, Portugal e Irlanda"

Juncker y Tsipras en una foto de archivo. REUTERS
Atentou e continua. E vir agora com palavrinhas mansas não resolve o mal causado, quando vemos que os abusos e a chantagem continuam. Refere ainda Juncker que "a troika é pouco democrática e que lhe falta legitimidade", o que mostra o desprezo dos burocratas europeus pelos povos, visto não ser nada democrática exactamente porque não tem nenhuma legitimidade. Entretanto, a swap girl do governo de gestão dos interesses alemães em Portugal, Maria Luís Albuquerque, foi à Alemanha prestar contas ao patrão Schäuble, de quem recebeu elogios pelos bons serviços prestados e que disse que "Portugal é a melhor prova" de que os programas de ajustamento funcionam, quando há "tanta discussão" sobre a eficácia dos ajustamentos associados à assistência financeira. Claro que os chamados programas de ajustamento funcionam, funcionam excelentemente para a banca e os interesses alemães, e pessimamente para a vida dos portugueses, dos gregos, e de todos os povos que caiam nas garras de Angela Merkel. É por tudo isto que se reveste de excepcional importância a solidariedade com a Grécia, por lhes fazer frente e não tolerar a chantagem, apesar dos porta-vozes  com que o império conta nas colónias denominadas com o eufemismo de União Europeia, como é  caso do "génio da banalidade", agora transformado em eco de Passos Coelho, essa espécie de "Miguel de Vasconcelos" germânico...