26/06/2013

Crise? Qual crise... A crise é uma finta vossa...

Povo ingrato! Sempre a falar mal do governo, a queixar-se por tudo e por nada, patatim patatam... Ponham os olhos nestes "trabalhadores incansáveis", ou pensam que enriquecer  é fácil? Vejam aqui os frutos das políticas do Gaspar, seus mal-agradecidos... Exactamente 10750 cidadãos que são o autêntico exemplo do  empreendedorismo nacional, mais 3% do que no ano passado... É obra, ãh? Fazei como eles, que não andam a pedinchar pela Segurança Social, nem a inscrever-se em cursos dos Centros de (des)Emprego, nem a exigir estágios remunerados, não!, lutam e suam todos os dias do ano nos mercados financeiros norte-americanos, investem e jogam na bolsa alemã, ou pensais o quê, que o dinheiro cai do céu? Desgraçados, sempre metidos em manifestações e desordem. Tende orgulho, sacrificai-vos pelo que de melhor tem a pátria, os nossos ricos, vamos mostrar ao globo que Portugal não só descobriu a Índia e deu novos mundos ao mundo, também chegou à lua - pois, essa treta do Armstrong toda a gente sabe que é uma invenção dos Yankees, ele tocava trompete e cantava com voz de bagaço - a lua é nossa, povo duma nação quase milenar, autêntico monumento da tradição e bons costumes, inventor da globalização, vamos mostrar-lhes que  há UM PORTUGAL cujo exemplo marcará a história da humanidade uma vez mais, somos a única nação simultaneamente avançada e atrasada, temos alguns ricos como os países desenvolvidos e muitos pobres como os países sub-desenvolvidos e empobrecidos. Levantemos bem alto os nossos feitos, os primeiros resultados do crescimento foram conseguidos - mais 3% de ricos, o resto logo se verá, sempre contamos com um presidente que inter-age com a virgem de fátima nos momentos mais amargos... A bem da nação, vivam os ricos de Portugal... "...ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um império colonial.., lá, lá - lá, lá, lá, lá - lá, lá - lá, lá - lá, lá, lálá, ainda vai tornar-se, um império col... al..." 

Milionários em Portugal aumentam apesar da crise