31/05/2013

Povos Unidos Contra a Troika - a solução está na luta dos movimentos sociais

“Os ataques às pessoas da classe trabalhadora estão a acontecer por toda a Europa. Desemprego massivo, redução de apoios sociais, falta de segurança em todos os aspectos da vida – tudo isto exige uma resposta. Os velhos partidos do centro-esquerda estão agora comprometidos com o apoio aos programas de austeridade. A sua ideia de um capitalismo com compaixão que pode trabalhar para os interesses de todos é claramente uma fraude. Previsivelmente, quando confrontados com esta verdade, alinham com os partidos da direita. Temos de começar de novo. Temos de ter novos partidos da esquerda que compreendam e defendam os interesses das pessoas comuns. Temos de nos unir à volta deste projecto em toda a Europa. Só poderemos ser bem sucedidos se conseguirmos que a “Internacional” se torne uma realidade!
Desejos de boa sorte e solidariedade,
Ken Loach”
Foto: 1 JUNHO | POVOS UNIDOS CONTRA A TROIKA | Realizador inglês Ken Loach apela à mobilização

https://www.facebook.com/events/457869240969459/?fref=ts

“Os ataques às pessoas da classe trabalhadora estão a acontecer por toda a Europa. Desemprego massivo, redução de apoios sociais, falta de segurança em todos os aspectos da vida – tudo isto exige uma resposta. Os velhos partidos do centro-esquerda estão agora comprometidos com o apoio aos programas de austeridade. A sua ideia de um capitalismo com compaixão que pode trabalhar para os interesses de todos é claramente uma fraude. Previsivelmente, quando confrontados com esta verdade, alinham com os partidos da direita. Temos de começar de novo. Temos de ter novos partidos da esquerda que compreendam e defendam os interesses das pessoas comuns. Temos de nos unir à volta deste projecto em toda a Europa. Só poderemos ser bem sucedidos se conseguirmos que a “Internacional” se torne uma realidade!
Desejos de boa sorte e solidariedade,
Ken Loach”

30/05/2013

Povos Unidos contra a Troika - 1 de Junho

Foto: Chomsky enviou-nos uma mensagem de apoio à manifestação internacional de 1 de Junho:
«Numa entrevista ao jornal Wall Street, o presidente do BCE, Mario Draghi, declarou ufanamente que o estado social europeu, um dos maiores contributos da Europa moderna para a civilização actual, está "obsoleto" e tem de ser descartado. Eis uma das previsíveis consequências dos cruéis e selvagens programas de austeridade impostos às populações mais vulneráveis da Europa, juntamente com o também previsível agravamento da crise causado sobretudo pelas instituições financeiras, corruptas e predatórias. 
Chegou o tempo de as vítimas se erguerem e unirem em protesto, abrindo caminho para o futuro mais justo que está, seguramente, ao seu alcance.»
«Numa entrevista ao jornal Wall Street, o presidente do BCE, Mario Draghi, declarou ufanamente que o estado social europeu, um dos maiores contributos da Europa moderna para a civilização actual, está "obsoleto" e tem de ser descartado. Eis uma das previsíveis consequências dos cruéis e selvagens programas de austeridade impostos às populações mais vulneráveis da Europa, juntamente com o também previsível agravamento da crise causado sobretudo pelas instituições financeiras, corruptas e predatórias. 
Chegou o tempo de as vítimas se erguerem e unirem em protesto, abrindo caminho para o futuro mais justo que está, seguramente, ao seu alcance.»
Mensagem de apoio de Noam Chomsky

29/05/2013

«Ministra desvaloriza relatório da Amnistia Internacional»

Quando uma ministra "dita" da Justiça se contenta e auto-justifica dizendo coisas destas, há que questionar que tipo de "Estado de Direito (?)" é este:  

«Não há nenhum país onde não existam atropelos à Justiça»

"Ouvem-se as almas, como se fossem facas, afiarem no escuro. Estão prontas. Bem sei, falam ainda entaramelado, não dizem o que sentem, mas já caminham segundo o interesse, o ódio e o sonho. As resmas de papeladas são inúteis, a lei todos os dias se reduz a zero. A nódoa alastra."
( Raul Brandão, in "Húmus", excerto)

É o capitalismo a testar-nos...

... a fazer de nós cobaias, a destruir-nos enquanto cidadãos para nos reinventar escravos, a humilhar-nos roubando-nos a dignidade - oferendo-nos a caridade, a destruir-nos pelo medo subtraindo-nos a liberdade, a dividir-nos para melhor nos explorar, domar, a injectar-nos dogmas mercantis alienantes, castradores - o capital sabe que é mais fácil a regressão à besta domesticada com seres passivos e resignados, do que com homens e mulheres combativos e revoltados. Sim, revoltados! Porque o capitalismo teme a revolta. A revolta emancipa e liberta, transforma, cria, realiza o ser solidário. Igualitário. O Homem!  

Espanha terá mais desemprego e menos crescimento até 2014, estima OCDE

Hoje, às 18:00 horas

28/05/2013

"Estamos tão cansados..."

...Fome e frio e miséria. E o medo, o medo. A vida é tão difícil. Conquista-se de hora a hora e tudo fica no começo. Vem. Criarás uma raça nova e divina, porque serás deus, filho de um deus, meu filho. Deus gasto, eu, sim. Ah, só o esforço de o ser, só o esforço brutal para me levantar acima de mim, dos meus tremores, só o esforço brutal para me erguer nos dois pés sobre a terra. Tudo está viciado em mim desde as origens, a minha divindade corrompeu-se há muitos anos. Mas tu és puro e forte. Matarás o deus velho de uma religião velha. Estamos todos tão velhos. Criarás a tua religião nova, a tua palavra nova. Está tudo por fazer. Tudo sujo e usado. A vida é tão difícil, oh. Mas é só o que temos. Dar-ta-ei sem vícios, limpa, por usar. Dar-ta-ei, porque é a única coisa que vale a pena. Está aqui - que fazer? - vale a pena. É a única forma de haver terra e água e fogo e ar. Dou-te a vida, porque é a única forma de tudo isso existir. Estou só, na aldeia deserta, quando foi o Natal? Quando nasceste? Dobram os sinos na minha esperança e nada mais aconteceu desde então. Dobram os sinos. Pelo céu frio e escuro. Dobram.
( Vergílio Ferreira, in "Alegria Breve" - excerto) 
«Comovo-me? Enterra os teus mortos e a terra será fértil com novas flores»

26/05/2013

«Os Grandes», de Xosé Neira Vilas

Acrílico sobre tela - sem título
Debe ser boa cousa chegar a grande. Os grandes son donos de si e do mundo. Fan e desfán, gobernan, arman ó merlo con guerras, negocios e canta trangallada hai. Pero, como di a madriña, «non sempre é ouro o que reluce». Os grandes teñen as suas tristuras e desacougos. E ás veces inda nos gañan en rapazadas. De non ser así non se encabuxarían cando lles sinalamos algo que está mal.
Se pelexamos entre nós, métense eles. Non se decatan de que as nosas liortas son namais que enredos. Rabuñámonos agora e daqui a un chisco estamos amigos outra vez. Fan de xuíces e zoscan a quen cadra e coma cadra, sin averiguacións. As nosas mans son pequenas e non magoan; as deles pesan, fan doer. Se deprendesen de nós non irían á guerra. Na guerra mátanse uns ós outros sen saber as máis das veces polo que. Disque guindan casas, pontes, e !, que sei eu! Semella un xogo.
Pero un xogo con sangue e morte. E despois falan de «educar ós rapaces»...
Nós vimos ó mundo cunha alforxa de preguntas. As cousas éntrannos +polos ollos, polo nariz, polas orellas, e queremos deprender o seu nome e significado. Mais non sempre o logramos. Os maiores cánsanse e fannos calar, arrédannos con algunha estrucia, do que teimamos saber. Calamos. Porque é perigoso non calar a tempo. E calquera día en calquera lugar, facemoslle a pregunta a calquera. O que debían dicirnos nosos pais dínolo un alleo. Un alleo que que talvez nos guíe mal. E irá levedando a nosa vida con formento de fóra, emprestado.
Eu cavilo nesto porque me aconteceu. E acontécelle todos os días a moitos rapaces por aí adiante. Os grandes esquecéronse de cando eles eran pequenos. Se esculcasen os nosos ollos desandarían a tempo. Pero adícanse a outros problemas e non fan caso de nós. 
Nunca souberon meus pais o que eu padezo ata polas cousas máis cativas. Eles lévanse ben, pero algunhas veces renegan entre si, e os seus berros abróuxanme en soños noites enteiras. Non saben o que me doi que sexamos pobres. Non por min que penso gañar moito cando medre, senón por eles. Quixera que tivesen de todo, anque eu siga esfarrapado. A mamái séntalle mal a broa peo non podemos mercar pantrigo. Hai pouco vina chorando porque a cousa lle picou a saia do casamento. Eu calo, engrúñome, pero esas cousas chéganme ó corazón. E tamén me afrixe ter de poñerlle cara de risa ó señor, coma se non abondase con darlle a mitade do que collemos.
Algunha tarde, mentres coidaba o gando na Zanca, cavilara en irme para moi lonxe; sír cos dentes pechados á procura de diñeiro. Maldicir a pobreza. Arroutadas que se me engastallaban nos miolos. Talvez o que aconteceu despois, case sen pensar, fose madurecendo paseniñamente dentro de min, logo daquelas cavilacións.
O padriño contárame o conto dun sabio que comía herbas por non ter outra cousa, e queixábase polo mundo adiante da sua laceira. Un dia revirouse e veu que outro sabio apañaba as herbas que viña guindando. A todo hai quen gañe, para ben e para mal. Se un home crebou unha perna, outro perdeu as duas. Eu son pobre, pero Andrés do Canteiro inda o é mais.
Andrés ten tres irmáns, todos pequechos. O pai bota día e noite na taberna e chega a casa bébedo. Malla na muller e nos fillos. Ténme contado Andrés que algunhas noites de xiada tiveron que saír tremando pola porta para fóra, pois seu pai andaba trás deles cunha navalla. Botaban ata catro días sen comer. E xá teñen ido pedichar pola aldea.
- E túa nai non se arrepón? - díxenlle un dia.
- Como se vai arrepoñer! Ti queres que a balde? Ela trema como unha vara verde cando o ve chegar.
- Tes que ser grande...
Andrés reuse. Coma se para ser grande non tivesen que pasar anos. Porque o tempo non acelera nin se detén. Marcha sempre ó mesmo paso. E segundo o que procuremos detrás del, pode parecernos que bule ou que demora.
(5º capítulo de «Memórias Dun Neno Labrego»)
Literatura em língua galega
Pintura acrílica sem título - Fernando Fernandes

E como não há duas sem três e o dia é dos resignados, viva a festa...

24/05/2013

Está-lhes na massa do sangue...

Freitas do Amaral e Mário Soares
A Oeste nada de novo, portanto, se ainda acreditas em histórias da carochinha, vota neles outra vez. Mas depois não te queixes se continuarem a chupar-te até ao tutano...



Dentro dumas horas, pois claro. Rua!


Os palhaços e os outros...

Chamado de 'palhaço', presidente português recorre à Justiça

Se alguém tem de sentir-se ofendido pelas palavras de Miguel de Sousa Tavares não é nenhum "génio da banalidade" independentemente do cargo que ocupe, mas os Palhaços, cuja profissão e arte consiste essencialmente no exercício mágico de inventar a alegria que os outros usufruem, coisa de que não podem orgulhar-se as anedóticas  e cinzentas personagens que nos desgovernam,... 

23/05/2013

Os mercados no seu esplendor

Estes são os mercados, esses deuses por quem os neo-liberais suspiram, que fazem ajoelhar chefes de estado, de governos, ministros, papas, cardeais e bispos,  os mesmos mercados que compram e vendem a dignidade humana, que escravizam milhões de seres humanos, os mercados da mão de obra barata, dos casinos financeiros, das fábricas de armamento, da morte, os mercados do regresso do homem ao útero da besta para renascer só carne, força e alimento dos eleitos, dos homúnculos e demiurgos disfarçados de humaníssimos trajes elaborados de esterco, de lixo, de merda tóxica e destrutiva...

Democracias (?) de sucesso - Amnistia Internacional diz que há tortura em 112 países

Consumo próprio
Um cidadão portador de passaporte moçambicano foi ontem detido pelos serviços de fronteira do aeroporto da Portela quando tentava entrar legalmente no nosso país.
As forças de segurança tinham razões para acreditar que o indivíduo em questão estaria envolvido numa rede de tráfico de órgãos.
Após rápida revista, as autoridades confirmaram as suas suspeitas: escondidos dentro do corpo, o cidadão moçambicano trazia dois rins, um figado e um esófago.
Segundo os funcionários da alfândega, o indivíduo contaria vender esses órgãos a uma clínica privada em Espanha ou na Suíça.
De nada serviram os protestos do detido, de que os órgãos que traficava se destinavam apenas para consumo próprio.
(De Rui Zink in "Do Conserto do Mundo" - contos)

Um relatório da Amnistia Internacional, ao analisar violações de direitos humanos em 159 países e territórios em 2012, estima a prática de tortura em 112, equivalente a 70% do total.

Amnistia Internacional aponta "uso excessivo da força" por parte da polícia portuguesa



Georges Moustaki - En 1974, il salue le Printemps des Oeillets de Lisbonne en transformant le texte d'une chanson de Chico Buarque "Portugal"

Georges Moustaki, Alexandria3 de maio de 1934 - Nice23 de maio de 2013
... ... ...
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
... ... ...
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial

21/05/2013

Mão de obra - Eduardo Galeano

Mohammed Ashraf não vai à escola. Desde que nasce o sol até que nasce a lua, ele corta, recorta, perfura, monta e cose bolas de futebol, que saem rebolando da aldeia paquistanesa de Umar Kot rumo aos estádios do mundo.
Mohammed tem onze anos e faz isto desde que tinha cinco. Se soubesse ler, e ler em inglês, poderia entender a inscrição que ele cola em cada uma das suas obras: Esta bola não foi fabricada por crianças.
Tradução - Fernando Fernandes

20/05/2013

UHF, "A Minha Geração" - Retrato Social na Arte de uma Canção

A minha geração
Acreditou em promessas
Engrossou a procissão
Foi indo na conversa
Aceitou o futuro
Como se fosse o presente
A cenoura e o burro
Qual dos dois vai à frente

A minha geração
Deu tudo por uma casa
Mistério e padrão
De uma vida hipotecada
Encheu-se de rotinas
Começou com o casamento
Uma vida preenchida
Sem nada por dentro

A minha geração, a minha geração, a minha geração
... ... ...
A minha geração
Ainda fuma uns charros
Essa espécie de refrão
Que acende o passado
Transferiu para os filhos
Os sonhos adiados
Chamou-lhe destino
Nos versos de um fado

A minha geração, a minha geração, a minha geração
... ... ...
A tua felicidade, de bens de consumo,
a jura e a conversa de querer mudar o mundo,
chegou àquela serra, deixou-se apanhar,
a vida é uma arena onde nos querem lixar

A minha geração, a minha geração, a minha geração
A minha geração, a minha geração, a minha geração 

Consenso e Universidades...

Imagem de Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas
Coisas interessantes de se lerem, para melhor se conhecer o pensamento dos  ideólogos da catástrofe social em que estamos mergulhados - os neo-liberais "autistas", orgulhosos e convictos da sua infalibilidade (?)...  

Completo para ler aqui, no Le Monde Diplomatique,"Em Portugal, a universidade do consenso" por Owen Jones

Divina Política...

La canciller alemana Angela Merkel y el Papa Francisco, en su reunión de este sábado en el Vaticano.
Imagem de Reuters
A crise está a demonstrar que é fértil em milagres. Não se sabe exactamente a quem atribuir o último, mas depois da "inspiração" doada pela sra de Fátima aos tecnocratas da troika, durante a 7ª avaliação do memorando de espoliação dos portugueses - segundo o apóstolo de Boliqueime -, sabe-se agora que também Angela Merkel foi bafejada por intervenção divina, que lhe facultou a "Luz" que aos cegos faz videntes do que antes não enxergavam. E das trevas fez-se  dia, e o dia mostrou o que antes Merkel não via - Regulação dos Mercados. 

19/05/2013

Se acreditas que não há alternativa - à austeridade, à troika, à idiotia, à mediocridade, à plutocracia que te escraviza e te mata lentamente -, então, CORAGEM!, - SUICIDA-TE!

"ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA"

 20 DE MAIO - UMA...
...25 DE MAIO, DUAS...
...COMO NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS, 1 DE JUNHO, TODA A EUROPA DUMA SÓ VEZ...

"A Casa das Palavras", de Eduardo Galeano

Acrílico sobre tela - tintas de palavras 
À casa das palavras - sonhou Helena Villagra -, dirigiam-se os poetas. As palavras, guardadas em velhos frascos de cristal, esperavam os poetas e ofereciam-se-lhes, loucas de desejo a serem eleitas: elas rogavam aos poetas que as mirassem, que as cheirassem, que as tocassem, que as lambessem. Os poetas abriam os frascos, provavam palavras com o dedo e, então, relambiam os beiços de contentes ou torciam o nariz. Os poetas andavam à procura de palavras que não conheciam, e também buscavam palavras que conheciam mas haviam perdido. Na casa das palavras havia também a mesa das cores. Em grandes terrinas ofereciam-se as cores, e cada poeta servia-se da cor que lhe fazia falta: amarelo limão ou amarelo sol, azul de mar ou cinza fumo, vermelho lacre, vermelho sangue, vermelho vinho… 
Tradução e pintura de Fernando Fernandes

18/05/2013

“Era uma vez um país” – Miguel Calhaz


Era uma vez um país
"Lá num canto desta velha Europa,
era uma vez um país
vivia à beira do mal "prantado",
mas apodrecia na raíz
Reza a história que foi saqueado
mesmo por debaixo do nariz
Triste sina, oh que triste fado,
era uma vez um país
Os mandantes que por lá passavam
eram só ares de "bon vivant"
Viviam à grande e à francesa
como se não houvesse amanhã
Havia quem avisasse o povo
p´ra não dar cavaco a imbecis
Mas caíram na asneira de novo,
era uma vez um país
Esta fábula do imaginário
tão próxima do que é real
Canção de maledicente escárnio
à república do bananal
Que se encontrava em tão mau estado,
andava a gente tão infeliz
E o polvo já tão infiltrado,
era uma vez um país
E lá se vão sucedendo os casos,
grita o povo: "agarra que é ladrão!"
Mas passam belos dias à sombra do loureiro
Enquanto o Duarte lima as grades da prisão
E nunca se esgotam personagens
neste faz de conta que é assim
Raposas com passos de coelho no mato
e até um corta relvas de madeira no jardim
Entre campeões de assalto à vara
e filósofos de pacotilha
Entram nas portas dos submarinos azeiteiros de oliveira às costas
com o ouro da nação p'ra por nas ilhas Cai-mão, cai-pé, 
baixa os braços e as calças e a cabeça e o nariz, 
aqui finda esta história que não tem final feliz"
(era uma vez um país)


Prémio Ary dos Santos -- Poesia 
Tema -- Era uma Vez um País 
Autor - Miguel Calhaz 
Intérprete -- Miguel Calhaz

Afinal o que sabemos nós do Brasil? Das suas lutas contra a ditadura militar nos anos 60? Documentário - A guerrilha de Caparaó

17/05/2013

Solidariedade entre iguais...

Uma ex-Ministra da Educação - Um Ministro da Educação
A mesma "fé" no "pensamento" soarista tão grato aos oportunistas de alta estirpe - "Só os burros não mudam" -, sendo os "burros" o outro lado dos espertos, os chicos espertos, os trânsfugas, os vendidos ou vira-casacas como diz o povo, que não devem nada à inteligência porque não é de inteligência que se trata, mas da utilização dos métodos mais rasteiros para atingir certos fins, não olhando aos meios. Duas máscaras grotescas como o grotesco percurso das personagens, para quem o importante é o poder. E conseguiram. Chegaram para ocupá-lo em nome da mesma área ideológica - a social democracia -, empoleirados nas bandeiras laranja e rosa, ou vice-versa, PS ou PS e D, PSD, com que há dezenas de anos a pior mediocridade nacional tem o país sequestrado. Tão diferentes e tão iguais. A mesma vaidade, o mesmo objectivo - a destruição da escola pública; os mesmos inimigos - os professores e a maioria da comunidade educativa. Mas à esperteza saberá o povo contrapor a inteligência, e ao atrevimento, a sabedoria que não se aprende nas escolas dos partidos do "arco do poder", nem nos cadeirões ministeriais.

Greve: Maria de Lurdes Rodrigues diz que realização de exames deve ser garantida


Vitor Gaspar, o prefaciador...

"Vítor Gaspar escreveu o prefácio do livro de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, "Desta vez é diferente. Oito séculos de loucura financeira" 
Os dois autores estiveram envolvidos numa polémica porque as fórmulas que publicaram nos estudos que levaram a cabo, usadas como justificação por muitos governos para aplicar a austeridade sem fim nos seus países estariam, afinal, erradas. Nada que os dissuadisse, ambos ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional, a continuar a defender a austeridade e a destruição."



Dia das Letras Galegas 2013

Videos e Imaxes.
Na Galiza em Galego, Sempre!

15/05/2013

Benfica 1-2 Chelsea, Tristezas não pagam dívidas...

...e como não há duas sem três, FORÇA GUIMARÃES, até os COMEMOS...

“o Mundo não vai melhorar sozinho”- a frase é do Historiador britânico Eric Hobsbawm, o texto que não deve perder é de Raquel Varela

"Não glorificamos o passado mas não o tememos. Por isso sabemos que a revolução de Santo Domingo no final do século XVIII, a única revolução de escravos bem-sucedida da história e que deu origem ao Haiti, foi muito mais longe do que alguma vez os britânicos sonharam, ao apoiarem a revolta contra os franceses, então donos da ilha; sabemos que na China mais de 100 000 greves tiveram lugar há 2 anos obrigando ao aumento até 20% dos salários; temos presente que a crise de 29 teve como desfecho o nazismo mas para se chegar ao nazismo foi preciso derrotar a revolução espanhola, a frente popular em França, a guerra civil austríaca, as sit down strikes nos EUA."...

Vamos acordar o "génio da banalidade" - 20 de Maio, Palácio de Belém, 17H


A inevitável agonia duma Europa desgovernada por terroristas sociais, neo-liberais, austeritários e anti-democráticos...

Ou os Povos Europeus acabam com eles, ou eles acabam com os Povos Europeus...