25/04/2013

ABRIL, SEMPRE!

1 - 25 DE ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS
Olha Portugal, estas palavras de ordem vão ouvir-se de novo dentro de algumas horas, um pouco por todo o teu território. A voz do Zeca – sempre presente –, irá recordar-te que “Grândola Vila Morena”, mais do que uma canção foi o sonho feito realidade, onde na “Terra da fraternidade o Povo é quem mais ordena, dentro de ti, ó cidade”. - continua aqui.

2 - Olá Portugal:
Cá estamos de novo, e mais velhos, não é? Mais velhos e nem por isso melhor... Pois, esta teimosia de deixar que seja o tempo a encarregar-se das coisas... Vê lá tu! - continua aqui.

3 - Agora, hoje, dentro dumas horas, terá de se cumprir Abril, pela tua dignidade. Na rua, nas praças, onde quer que exista uma voz com Grândola e novas cantigas, novas lutas, nova gente a somar-se neste mar crescente de fome de justiça, com urgência e vontade, persistência de antes quebrar que torcer. Assim tem que ser, e "se é para acontecer pois que seja agora" diz quem canta como quem renasce  depois do pesadelo, porque disso se trata, resgatar-te das garras dos vampiros que disfarçados com outras vestes, outros nomes, continuam a devorar-te à sombra de eufemismos - dizem que te ajudam quando te roubam, que pensam no teu futuro quando te  matam o presente, que mais pobres e mais pobreza, menos ricos com mais riqueza já não é desigualdade, passou a ser equidade. Eles pairam por aí e temos que pará-los antes que seja  tarde, demasiado tarde. E é nas ruas, nas praças, em todas as geografias que lhes dificultem os movimentos que vamos pará-los, porque temem o que não conhecem, o que não controlam. Mais um esforço e não haverá palácio por mais fechado que esteja que lhes sirva de covil. Poderão barricar-se em todos os palácios possíveis, disfarçar-se de cravos na lapela, alabar  Abril com mentiras de novembro, contar com o apoio do "génio da banalidade", acreditar nos elogios da troika, da Merkel,  de todas as máfias financeiras, esconder-se atrás de todas as incompetências,  corrupções, bancas, mercados e outros ladrões, mas não passarão. Por Portugal, pela dignidade, ABRIL SEMPRE