13/12/2012

União Europeia - um Nobel de morte



Que aconteceria por cá - Portugal, Europa, mundo ocidental em geral - se, em vez dos inúmeros protestos "pacíficos" que os cidadãos vão realizando para reivindicar Direitos que, na essência, são os elementos fundamentais que configuram uma democracia, se se desse início a uma revolução armada? Porque a "democracia" formal, essa que se define porque o povo pode ir votar cada "xis" anos, essa, digo, já a Síria tem, coisa que não se pode dizer de todos os aliados do ocidente nessa zona do globo. Porque a Democracia, quer lá quer cá não passa de uma miragem. Quando em Portugal há pessoas a passar fome, na Espanha há pessoas a suicidar-se porque os bancos, a coberto de leis fabricadas pelos ricos para os ricos, lhes retiram o tecto que os cobre, na Grécia os super-mercados foram substituídos pelos contentores do lixo, quando a miséria e o desemprego alastram, quando é cada vez mais difícil o acesso à saúde por parte dos mais vulneráveis - os idosos - por falta de meios para pagar transportes, consultas e medicamentos,  quando as crianças vão para a escola desnutridas, quando os jovens têm de abandonar a universidade por falta de meios para pagar propinas, quando a "caridade" vai tapando os buracos provocados pela falta de solidariedade a que os cidadãos têm direito por parte do Estado, quando a censura e o controle dos meios de comunicação social se torna quase normal, para melhor servir interesses nada claros, em suma: quando a injustiça social e económica se instala, falar de  Liberdade, Democracia ou Direitos Humanos, não passa de retórica elaborada de eufemismos para melhor enganar e explorar a grande maioria da sociedade. Na Europa como na Síria, há um défice de Democracia e de Justiça que tem que ser resolvido. Estarão os responsáveis de alguns estados da União Europeia - como a França -, disponíveis para financiar a revolução que a Europa precisa, como fazem com a Síria?...  

Rebeldes sírios armam-se com dinheiro enviado pela França