20/11/2012

Os mercados atacam de novo...


















Euro perde terreno depois de corte de "rating" de França
A política austeritária continua a saga purificadora do espaço comum europeu, atacando-lhe e destruindo o vírus/vício mais perigoso de que padece - o bem estar dos povos, também conhecido por Estado Social. Desta vez,  o alvo  é a França. Milhões de porcos podem desaparecer, uma vez que as pessoas terão que adoptar novos hábitos alimentares, pensando-se já no consumo de labrestos, leitugas e outras plantas leitosas da fam. das Compostas, como alternativa à pouco saudável carne de suíno e derivados. Reputados analistas e comentadores, com destaque para os portugueses, debatem já os prós e contras desta arrojada medida de saúde pública, apontando as vantagens e desvantagens que acarreta. Assim, para além dos aspectos positivos de carácter sanitário que a medida contém, dá-se também um especial destaque aos benefícios económicos, e ao contributo importante que daí advém para a resolução da crise, visto tratar-se de produtos que não implicam gastos de produção, uma vez que nascem espontaneamente. Mas, garante um destacado catedrático da nossa élite, "off the record", que "nem tudo são rosas, pois se é verdade que os produtos em questão são autenticamente biológicos, também é verdade que não contribuem para a criação de emprego. E se colectivamente se podem vislumbrar mutações comportamentais no que se refere à comida, quem nos garante que isso não levará a mudanças sociais mais radicais culturalmente falando, passando as pessoas a adoptar novos valores, pois se não precisarem de trabalhar para comer, é só ir ali ao monte e colher umas iguarias de lamber os beiços, então também podem perfeitamente vestir-se com umas peles, fumar barbas de milho secas, dormir numas grutas, lavar-se no rio, fazer fogo com umas pedras, enfim!, lá se vão uns milhares de anos de civilização ocidental. Olho" - disse. Outro ilustre, comentador muito conceituado e conhecido no país, leitor de milhares de livros, e  produtor  de vídeos e sabe-se lá que mais, retorquiu que "Bom, isso só na ficção, doutor, só na ficção. Bom, olhe: eu até sei que isto tem "rabo escondido com gato de fora", porque a Alemanha, ao contrário dos outros países, não só continua a apostar como reforça a produção de salsichas, mesmo sabendo que qualquer dia só eles é que as comem. Porquê? Porque não está provado que o colesterol seja de facto tão nocivo como o pintam. Olhe o marisco. Uma boa lagosta, é tão boa quanto rica em colesterol. Bom, o marisco, a lagosta, o lagostim, quem é que os come? Os ricos, caro doutor, você, eu, e.., os ricos - rematou. O que é certo, é que a maioria dos paineleiros acha tudo isto um exagero, e preferem ver aqui a primeira prova das premonitórias declarações dum primeiro ministro, quando disse mais ou menos, que a crise era um enorme manancial de oportunidades.