04/11/2012

Na vida e na morte - Paul Lafargue e Laura Marx

"... Mas, ensurdecidos e idiotizados pelos seus próprios urros, os economistas respondem: Trabalhem, trabalhem sempre, pois é para o vosso bem estar! E, em nome da mansidão cristã,  um padre da Igreja anglicana, o reverendo Townshend, salmodiou: Trabalhem, trabalhem noite e dia; trabalhando estão a aumentar a vossa miséria, e a vossa miséria dispensa-nos de vos impôr o trabalho pela força da lei. A imposição legal do trabalho «dá muitas chatices, exige demasiada violência e dá muito nas vistas; pelo contrário, a fome é não só uma pressão pacífica, silenciosa e permanente, mas, como o móbil mais natural do trabalho, provoca também os mais poderosos esforços».
Trabalhem proletários, trabalhem para aumentarem a fortuna social e as vossas misérias individuais, trabalhem, trabalhem, para que ficando mais pobres, tenham mais razões para trabalhar e ser miseráveis. É essa a lei inexorável da produção capitalista... "
Paul Lafargue, in "O Direito à Preguiça"

Entre los líderes del socialismo internacional que más se conmovió ante la muerte voluntaria de cubano-francés Paul Lafargue y Laura Marx, estuvo Lenin que dejó constancia de ello en unos escritos, lo mismo que haría Nada Krupskaya en sus conocidas memorias.