06/11/2012

"Assim se faz Portugal, uns vão bem (poucos) e outros mal (milhões)...

O Público de ontem mostra-nos, na primeira página, o retrato de uma das consequências lógicas da política troikista da austeridade. Se há coisa que o governo Passos/Portas faz bem, é exactamente isto: Criar pobres, para depois pôr em prática a sua capacidade caritativa.

É claro que a pobreza não é fruto do acaso,consequência do destino ou da incapacidade das pessoas para se realizarem como cidadãos de/e com plenos direitos. É o resultado lógico das políticas neo-liberais que, na sua voragem anti-social, não olha a meios para instaurar um novo regime de senhores e escravos. O ódio à coisa e à causa pública, é proporcional à adoração que o poder nutre pelo privado, sempre que lhe sirva os interesses. A fórmula é simples: Nacionaliza-se o prejuízo, como o caso do BPN, o Povo paga e, depois, vende-se a preço de saldo aos senhores do capital. Apesar disto, enquanto Dias Loureiro e quejandos  passeiam por aí alegremente as vantagens da impunidade, os cidadãos verificam impotentes, que o pesadelo provocado por este cancro não tem fim. Basta olhar a portada do Económico de hoje: "Empresas do BPN ameaçam défice e dívida pública de 2012".

Mas a saga  troikista de desestruturação social e venda dos recursos nacionais ao desbarato, continua. A próxima parcela são os Estaleiros de Viana. Mais lucro para empresas e capital financeiro internacional, mais desemprego e custos sociais nacionais, que os jogos bolsistas da Segurança Social  não resolvem, antes agravam. (Isto da Segurança Social "brincar" com esquemas bolsistas, não lembrava nem ao diabo...)

É claro que os portugueses dormem mal. Como querem que durmam bem, se todos os dias fazem deles animais de laboratório, sujeitos a experiências com métodos mais próximos da tortura do que da investigação cientifica séria? Os portugueses dormem mal, e só recuperarão o sono saudável e necessário, quando tiverem a coragem de escorraçar a quadrilha de malfeitores que tem desgovernado o país, definitivamente. Quando criarem as condições para sentá-los no banco dos réus, por terrorismo social e económico.