30/11/2012

Nem mais um grão de arroz para o negócio da Jonet


Com a aproximação do Natal, época propícia à exploração emocional das pessoas, Isabel Jonet lança mãos à obra na promoção do negócio que dirige, a caridade. A Isabel Jonet sabe muito bem que esta actividade não soluciona os problemas da pobreza, antes pelo contrário, para além de piorar a situação, humilha o ser humano mais que a própria fome. A pobreza combate-se com políticas que a erradiquem, mas como vai ela optar pelo caminho certo, se o próprio partido de que faz parte, o PSD, no governo a única obra que consegue com sucesso é fabricar cada vez mais e novos milhares de pobres todos os dias? A Isabel Jonet também sabe que só há uma forma de lidar com situação: a solidariedade. Mas isso não é uma acção de bem intencionados, é uma práctica de cidadania, coisa que arrepia os bem intencionados e caridosos ricos. Não, não vamos brincar à caridadezinha, vamos lutar contra a hipocrisia. 

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha

Vamos brincar à caridadezinha
A senhora de não sei quem
Que é de todos e de mais alguém

Passa a tarde descansada
Mastigando a torrada
Com muita pena do pobre
Coitada
Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha
Neste mundo de instituição
Cataloga-se até o coração
Paga botas e merenda
Rouba muito mas dá prenda
E ao peito terá
Uma comenda
Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha
O pobre no seu penar
Habitua-se a rastejar
E no campo ou na cidade
Faz da sua infelicidade
Alvo para os desportistas
Da caridade
Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha
E nós que queremos ser irmãos
Mas nunca sujamos as mãos
É uma vida decente
Não passeio ou aguardente
O que é justo
E há-que dar a toda a gente
Não vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta é falsa intençãozinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha

29/11/2012

New York Times retrata a pobreza em Portugal

Mais um grande feito do (des)governo Passos/Portas/Gaspar/relvas e seus acólitos. Eis as imagens porque os mercados internacionais nos respeitam. Eis a democracia que eles nos querem impôr: uma democracia a preto e branco. A cor, fica reservada ao €uro, aos €uros dos reformados, dos funcionários públicos, dos trabalhadores, dos precários e de todos aqueles que, depois de roubados pela corja troikista, vêem como a cor do dinheiro se ilumina como o arco íris nas contas dos banqueiros, dos gestores das PPPs, dos corruptos - Loureiros, Silveiros, Duartlimeiros, Isaltineiros, Socrateiros,  Vareiros, Sucateiros, Submarineiros, Freeporteiros, Psdeiros, Cdseiros, Pseiros, e todos os quadrilheiros  desta pátria, mátria de vermes de esgoto de colarinhos engomados, madrasta daqueles que a alimentam a morrer de fome... Eis aqui o Slide show, porque para os crentes, the show must go on.

Um cartaz, uma frase, uma convicção...

E hoje? Há em Portugal voluntários dispostos a morrer pela Liberdade? 

28/11/2012

Voltar à terra. Voltar para a terra. Um exemplo.



"Como resultado dos cortes pesados ​​por parte do Governo Português, Rogério Ramos, professor de geografia em escolas secundárias, perde o emprego. 

Para continuar a ensinar, Rogério emigra no sul do país, com um contrato temporário e um salário menor do que o subsídio de desemprego." 
O contrato não é renovado, e Rogério retorna a casa dos seus pais, no norte de Portugal."



Causas nobres


Causa  para apoiar, aqui.

26/11/2012

Luta. Manifesta-te. Indigna-te. RESISTE!

Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
(Constituição da República Portuguesa)

Distribuir o mal pelas aldeias...

...e o bem pelas capelas de sempre, é, de facto, a grande oportunidade de negócio  que a austeridade proporciona, como se pode verificar com "O resultado líquido da "holding" que detém o grupo BES" que "atingiu, nos primeiros nove meses do ano, os 254,4 milhões de euros, o que compara com os 39,4 milhões de euros obtidos no mesmo período de 2011", e o"Lucro do Espirito Santo Financial Group aumenta seis vezes". Assim se faz Portugal, a banca bem o Povo mal. E se por cá nem os reformados se salvam, "As pensões de reforma vão subir até 11% na Alemanha nos próximos quatro anos, de acordo com um inédito relatório sobre pensões do Governo Federal que revela hoje o diário Bild", o que evidencia a existência de europeus de primeira e europeus de segunda. Entretanto, Merkel vai fazendo elogios aos escravos do sul, porque com o mal dos outros, bem ela vive...  

22/11/2012

Em Paris, ontem

Um país sem norte - a manipulação da linguagem


Que desgastante realidade. Esta realidade. O dia passa como os anteriores - a vida continua cara, aconteceu mais alguma acção de indignação, o tempo é o que é mas é o tempo dele, a Europa continua a sofrer as borrascas, ciclones e anticiclones do costume, "olá, tudo bem?, vai-se andando".., "a coisa está difícil!, pois.., é a vida". Qual vida? Porra! Que merda de existência querem as pessoas? Esta? "Então tá tudo"... Vou-me embora. Vou para casa, vou ver as notícias do jornal da noite, pronto. Qual? O da RTP 1, quero ficar bem disposto. Quero ver o Rodrigues dos Santos a fazer concorrência aos malucos do riso, a deixar a nação perplexa com as suas descobertas: "Boa noite. Os portugueses estão a fazer menos depósitos nos bancos. Há cada vez menos pessoas a poupar." A sério? Ingratos. Agora que se precisa tanto de poupanças... Será que mudaram o dia das mentiras para 22 de Novembro? Como é isso possível no reino maravilhoso da austeridade? Está a brincar concerteza. Áh. Aí vem outra: "CDS acusa PCP de «linguagem» inadequada e «arruaça»" , homessa!.. Porquê? Pelos roubos? Enfim, continuam a zangar-se porque "só a verdade é revolucionária. O espectáculo continua com alguns números, que teriam mais graça se as personagens fossem outras. Então onde é que já se viu tamanho descaro? O genro do rei de Espanha vai ter que pagar as falcatruas que fez porque foi condenado... E o Sarkosy! O Sarkosy, vejam só... Ter de sentar o cu no banco porque perdeu a imunidade... Isto só acontece em países pouco civilizados. Que venham para cá, que peçam asilo a Portugal, a pátria da justiça e da democracia, o baluarte da civilização...
Tudo isto e muito mais, dava para elaborar uma "ópera bufa" com alguma qualidade, não fosse a puta da realidade, a trágica e rude realidade que os gaspares e passos e portas e relvas e silvas, e tantos outros dramaturgos da desgraça, nos impõem todos os dias, porque continuamos demasiado "civilizados". "E tudo mais só Jesus Cristo, que não sabia nada de finanças nem consta que tivesse biblioteca", disse o Pessoa, e pode constatar-se no texto que Nicolau Santos escreveu hoje no Expresso, com o título  "O menino que Gaspar não conhece", disponível aqui.
  
  

20/11/2012

Os mercados atacam de novo...


















Euro perde terreno depois de corte de "rating" de França
A política austeritária continua a saga purificadora do espaço comum europeu, atacando-lhe e destruindo o vírus/vício mais perigoso de que padece - o bem estar dos povos, também conhecido por Estado Social. Desta vez,  o alvo  é a França. Milhões de porcos podem desaparecer, uma vez que as pessoas terão que adoptar novos hábitos alimentares, pensando-se já no consumo de labrestos, leitugas e outras plantas leitosas da fam. das Compostas, como alternativa à pouco saudável carne de suíno e derivados. Reputados analistas e comentadores, com destaque para os portugueses, debatem já os prós e contras desta arrojada medida de saúde pública, apontando as vantagens e desvantagens que acarreta. Assim, para além dos aspectos positivos de carácter sanitário que a medida contém, dá-se também um especial destaque aos benefícios económicos, e ao contributo importante que daí advém para a resolução da crise, visto tratar-se de produtos que não implicam gastos de produção, uma vez que nascem espontaneamente. Mas, garante um destacado catedrático da nossa élite, "off the record", que "nem tudo são rosas, pois se é verdade que os produtos em questão são autenticamente biológicos, também é verdade que não contribuem para a criação de emprego. E se colectivamente se podem vislumbrar mutações comportamentais no que se refere à comida, quem nos garante que isso não levará a mudanças sociais mais radicais culturalmente falando, passando as pessoas a adoptar novos valores, pois se não precisarem de trabalhar para comer, é só ir ali ao monte e colher umas iguarias de lamber os beiços, então também podem perfeitamente vestir-se com umas peles, fumar barbas de milho secas, dormir numas grutas, lavar-se no rio, fazer fogo com umas pedras, enfim!, lá se vão uns milhares de anos de civilização ocidental. Olho" - disse. Outro ilustre, comentador muito conceituado e conhecido no país, leitor de milhares de livros, e  produtor  de vídeos e sabe-se lá que mais, retorquiu que "Bom, isso só na ficção, doutor, só na ficção. Bom, olhe: eu até sei que isto tem "rabo escondido com gato de fora", porque a Alemanha, ao contrário dos outros países, não só continua a apostar como reforça a produção de salsichas, mesmo sabendo que qualquer dia só eles é que as comem. Porquê? Porque não está provado que o colesterol seja de facto tão nocivo como o pintam. Olhe o marisco. Uma boa lagosta, é tão boa quanto rica em colesterol. Bom, o marisco, a lagosta, o lagostim, quem é que os come? Os ricos, caro doutor, você, eu, e.., os ricos - rematou. O que é certo, é que a maioria dos paineleiros acha tudo isto um exagero, e preferem ver aqui a primeira prova das premonitórias declarações dum primeiro ministro, quando disse mais ou menos, que a crise era um enorme manancial de oportunidades.  

16/11/2012

90 anos...


Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.

No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.

Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.

                         José Saramago
http://josesaramago.org/ http://josesaramago.blogs.sapo.pt/95699.html

13/11/2012

VIVA A GREVE GERAL

Greve Geral Folga Xeral Vaga General  Huelga General Sciopero Generale Γενική απεργία Grève Générale General Strike Generalstreik Generalstrejke Generálny štrajkSplošno stavko Yleislakko Algemene staking Általános sztrájkGenerell streik  Strajk generalny  Grevă generală Generalstrejk  Generální stávka 

Islândia - apesar da censura, um exemplo a seguir...


"Punição dos responsáveis pela crise"
"Altos executivos dos bancos e gerentes sob custódia, detidos em prisões reais"
"Banqueiros fogem em massa do país, como ratos que abandonam o navio que afundaram"
"Nacionalização da banca"
"Referendo sobre as fundamentais questões económicas"
"Prisão dos principais responsáveis pela crise"

Porquê, em vez de sermos todos gregos, não somos todos islandeses?...

11/11/2012

Faltam algumas horas...


...para que a imperatriz dos agiotas - nacionais e estrangeiros -, e dos lambe-botas que tem por cá a representá-la chegue a Lisboa. Todos os portugueses que sofrem a humilhação provocada pela política deles - da imperatriz, dos agiotas, dos lambe-botas e quejandos - devem, amanhã, sair à rua para mostrar a sua indignação. Esta, pode ser uma óptima oportunidade para resgatar a dignidade nacional e, por conseguinte, recuperar a nossa própria dignidade pessoal e humana. A Merkel não manda aqui, a troika fora daqui.

09/11/2012

Em Novembro recuperar Abril?...

10N Se os portugueses entenderem por bem acompanhar-nos,
seria uma honra para nós percebermos que os portugueses estão ao lado das suas Forças Armadas.
                                              Manuel Cracel, coronel e presidente da AOFA

Sempre que as Forças Armadas cumpram o juramento de "fazer respeitar a Constituição da República", terão o Povo ao seu lado na luta pela Soberania, Independência e Dignidade Nacional. Façam a vossa parte,  e nós estaremos presentes.

Amanhã, comecemos a reconstruir a aliança Povo-Forças Armadas. Todos à Praça do Município em Lisboa.

Podes apoiar aqui, aqui, aqui e também aqui.

14 de Novembro, Greve Geral (4)

Derrotar a troika, vencer a austeridade
Derrubar o governo.
Outra Europa é possível.
Faltam 5 dias...

Catalunha, mais um passo a caminho da autodeterminação e independência...


Desde Portugal, solidariedade com o Direito do Povo da Catalunha à Autodeterminação e Independência. "Inquietar"


Catalunha começa campanha eleitoral 

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=600884

 'The New York Times' dice que una Catalunya independiente cabría en la UE http://www.elperiodico.com/es/noticias/politica/articulista-the-new-york-times-dice-que-que-seria-legal-una-catalunya-independiente-2241446

"Portugal está hoje mais próximo da bancarrota"


Independentemente da entrevistadora, vale a pena ouvir a entrevista. Hoje, mais do que nunca, dia do Comício Internacional da Esquerda Europeia contra a austeridade, em Lisboa, véspera da Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, quase véspera da visita da imperatriz Angela Merkel, repito: Hoje, mais do que nunca, é importante estar alerta. Abre os olhos e vê, sê vigilante...

08/11/2012

A austeridade é o nazismo do século XXI...


Merkel o quê? 



DIA 12, DESOBEDIÊNCIA CIVIL. "MERKEL GO HOME", E LEVA O PASSOS, O PORTAS, O GASPAR, O BORGES, O  LOUREIRO, O RELVAS, O SILVA E TODOS OS TEUS LACAIOS CONTIGO. NÃO NOS SUBTEMOS. SE HITLER CAIU, ANGELA TAMBÉM CAI...


Elogio da Dialética – Bertold Brecht  

A injustiça avança hoje a passo firme.  
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.  
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser 
como são.  
Nenhuma voz além da dos que mandam,  
E em todos os mercados proclama a exploração;  
isto é apenas o começo.
Mas entre os oprimidos muitos há que agora 
dizem:  
Aquilo que nós queremos nunca mais o 
alcançaremos.  
Quem ainda está vivo não diga: nunca!  
O que é seguro não é seguro,  
As coisas não continuarão a ser como são.  
Depois de falarem os dominantes  
Falarão os dominados  
Quem pois ousa dizer: nunca!  
De quem depende que a opressão prossiga? De 
nós.  
De quem depende que ela acabe? Também de 
nós.  
O que é esmagado que se levante!  
O que está perdido, lute!  
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o 
retenha?  
E nunca será: ainda hoje.  
Porque os vencidos de hoje, são os vencedores 
de amanhã! 




14 de Novembro, Greve geral (3)

Atenas, Grécia - 7 de Novembro
Europa - 14 de Novembro
Austeridade? - Dá-lhe onde mais lhe dói...
Faltam 6 dias

07/11/2012

Isabel Jonet - a caridadezinha como missão...


Qual seria o protagonismo desta miserável sem a pobreza? E sem o negócio da pobreza? Sem pobres, esta pobre de espírito não existia. E ela é coerente, empreendedora, defende aquilo que dá razão à sua existência. Mesquinha, mas existência. Fabriquem-se pobres ou ela, - Puff! Altruísmo de pacotilha. "Bluff" humanitário a caminho da santidade. É PRECISO UMA LIMPEZA NESTE PAÍS, PORRA! Ainda há ricos demais, e o que se precisa é de pobres, MAIS POBRES...
  http://tabancadeganture.blogspot.pt/2012/05/banco-alimentar-engorda-da-igreja.html

OFFENEN BRIEF AN ANGELA MERKEL

Sehr geehrte Frau Bundeskanzlerin Merkel,

Zuallererst möchten wir darauf hinweisen, dass wir uns an Sie als Kanzlerin der Bundesrepublik Deutschland wenden, und zwar nur als solche. Wir haben Sie nicht gewählt, erkennen keine Kanzler/in Europas an. In diesem Sinne möchten wir, die Unterzeichner dieses offenen Briefes, diesen Weg nutzen, um an Sie, Frau Bundeskanzlerin, zu schreiben. Wir, die Unterzeichner, sind Bürgerinnen und Bürger des Landes, welches Sie am 12. November besuchen werden, Bürgerinnen und Bürger, die sich solidarisch mit den von den Sparprogrammen attackierten Ländern verbunden fühlen.

Aufgrund des Charakters Ihres angekündigten Besuches und vor dem Hintergrund der katastrophalen ökonomischen und sozialen Lage Portugals, betonen wir, dass Sie hier nicht willkommen sind. Sie sollten sich auf portugiesischem Territorium als persona non grata betrachten, denn Sie mischen sich eindeutig in innere Angelegenheiten ein, für die Sie kein demokratisch von den hier lebenden Menschen ausgestelltes Mandat haben. 

Weil unsere Regierung seit einiger Zeit aufgehört hat, den Gesetzen und der Verfassung dieser Republik Folge zu leisten, müssen wir uns daher mit diesem Brief direkt an Sie wenden. Die Anwesenheit diverser Großunternehmer in Ihrer Gefolgschaft ist empörend. Sie, Frau Kanzlerin, bringen eine Reihe von Personen mit, die unter dem Deckmantel ausländischer Investitionen die Ruinen einer Wirtschaft begutachten sollen, die Ihre Politik hier sowie in Griechenland, Irland und Spanien hinterlassen hat. In Ihrer Delegation sind nicht nur solche Kräfte, die mit Zustimmung unserer Regierung den portugiesischen Staat gezwungen haben, sein Eigentum und seine wertvollsten Güter zu veräußern, sondern auch solche, die als potenzielle Käufer derselben von den Ramschpreisen heute profitieren.

Diese Ausführungen können nicht und dürfen nicht als nationalistische oder chauvinistische Forderungen angesehen werden - sie sind direkt an Sie gerichtet, und zwar solange, wie Sie als die Hauptförderin der neoliberalen Doktrin, die Europa ruiniert, agieren. Genauso wenig wenden wir uns an das deutsche Volk, das das demokratische Recht hat, jeden zu seinem Vertreter zu machen. In unserem Land stand Ihr Name jedoch auf keinem Stimmzettel. Wir haben Sie nicht gewählt. Wir räumen Ihnen nicht das Recht ein, uns zu repräsentieren und noch weniger, politische Entscheidungen in unserem Namen zu treffen. 

Und wir sind nicht allein. Am 14. November, zwei Tage nach Ihrem angekündigten Besuch, werden wir zusammen mit unseren Brudervölkern aufbegehren. Es wird zu einem Generalstreik in vielen Ländern Europas kommen. Dies soll ein Streik gegen all die Regierungen werden, die das Vertrauen ihrer Bürgerinnen und Bürger verraten haben und immer noch verraten, und gegen die von diesen Regierungen eingeleiteten Sparprogramme. Aber täuschen Sie sich nicht, Frau Kanzlerin. Es wird auch ein Streik gegen die durch die Troika auferlegten Sparmassnahmen sein, und gegen die Kräfte, die versuchen, diese Maßnahmen als dauerhafte Regelungen durchzusetzen. Also auch gegen Sie. Und wenn wir unsere Brüder in Griechenland, Spanien, Italien, Malta und Zypern grüßen, grüßen wir auch das deutsche Volk, das mit uns leidet. Wir wissen genau, wie das deutsche Wirtschaftswunder zustande kam, nämlich auf Basis einer sukzessiven Schuldenerlassung seitens der Kreditgeber. Wir wissen, die angeblich florierende deutsche Wirtschaft beruht auf brutalen Gehaltseinschnitten seit mehr als 10 Jahren, auf der Ausweitung von kurzfristiger bzw. geringfügiger Beschäftigung, welche weite Teile der deutschen Bevölkerung in Sorge stürzt. Das zeigt, welche Perspektiven Sie auch für das deutsche Volk in petto haben.

Es ist anzunehmen, dass Sie nicht antworten. Und es ist wahrscheinlich, dass die unterwürfige, schwache und charakterlose portugiesische Regierung Sie mit Beifall und Blumen empfängt. Aber in Wahrheit wird die Art und Weise, wie diese Regierung, unterstützt von der Troika und von Ihnen, dieses Land zerstört, von der Mehrheit der portugiesischen Bevölkerung äußerst missbilligt. Auch wenn Sie einen geheimen Weg und einen privaten Flughafen wählen, um den Demonstrationen und Protesten gegen Ihren Besuch zu entgehen, seien Sie versichert, sie werden überall in diesem Land stattfinden. Diese Aktionen werden auch gegen Sie und das was Sie darstellen gerichtet sein. Ihre Delegation kann versuchen uns zu ignorieren. Die Europäische Union, der Internationale Währungsfonds und die Europäische Zentralbank können versuchen, uns zu ignorieren. Aber wir werden immer mehr, Frau Merkel. Hier und in all den anderen Ländern. Unsere Demonstrationen und Proteste werden machtvoller. Wir erlangen zunehmend besseres Wissen über die Realität. Die Geschichten, die man uns erzählte, waren nie ganz stimmig, und jetzt wissen wir, sie sind glatte Lügen.

Wir sind aufgewacht, Frau Merkel. Seien Sie in Portugal unwillkommen!


Subscritores/as e original em português, aqui.




Preparar a recepção à Merkel - Dia 9, Comício Internacional: Esquerda europeia une-se contra a austeridade - Dá-lhes onde mais lhes dói...


Comício Internacional "Vencer a Troika": sexta, 9 novembro, 21h30 no Pavilhão do Casal Vistoso - metro Areeiro - Lisboa. Com Cayo Lara (Izquierda Unida), Alda Sousa (Bloco de Esquerda), Gabriele Zimmer (Die Linke), Francisco Louçã (Bloco de Esquerda), Jean-Luc Mélenchon (Parti de Gauche), Marisa Matias (Bloco Esquerda) e Alexis Tsipras (Syriza).

06/11/2012

14 de Novembro, Greve Geral (2)

Faltam 8 dias...

"Assim se faz Portugal, uns vão bem (poucos) e outros mal (milhões)...

O Público de ontem mostra-nos, na primeira página, o retrato de uma das consequências lógicas da política troikista da austeridade. Se há coisa que o governo Passos/Portas faz bem, é exactamente isto: Criar pobres, para depois pôr em prática a sua capacidade caritativa.

É claro que a pobreza não é fruto do acaso,consequência do destino ou da incapacidade das pessoas para se realizarem como cidadãos de/e com plenos direitos. É o resultado lógico das políticas neo-liberais que, na sua voragem anti-social, não olha a meios para instaurar um novo regime de senhores e escravos. O ódio à coisa e à causa pública, é proporcional à adoração que o poder nutre pelo privado, sempre que lhe sirva os interesses. A fórmula é simples: Nacionaliza-se o prejuízo, como o caso do BPN, o Povo paga e, depois, vende-se a preço de saldo aos senhores do capital. Apesar disto, enquanto Dias Loureiro e quejandos  passeiam por aí alegremente as vantagens da impunidade, os cidadãos verificam impotentes, que o pesadelo provocado por este cancro não tem fim. Basta olhar a portada do Económico de hoje: "Empresas do BPN ameaçam défice e dívida pública de 2012".

Mas a saga  troikista de desestruturação social e venda dos recursos nacionais ao desbarato, continua. A próxima parcela são os Estaleiros de Viana. Mais lucro para empresas e capital financeiro internacional, mais desemprego e custos sociais nacionais, que os jogos bolsistas da Segurança Social  não resolvem, antes agravam. (Isto da Segurança Social "brincar" com esquemas bolsistas, não lembrava nem ao diabo...)

É claro que os portugueses dormem mal. Como querem que durmam bem, se todos os dias fazem deles animais de laboratório, sujeitos a experiências com métodos mais próximos da tortura do que da investigação cientifica séria? Os portugueses dormem mal, e só recuperarão o sono saudável e necessário, quando tiverem a coragem de escorraçar a quadrilha de malfeitores que tem desgovernado o país, definitivamente. Quando criarem as condições para sentá-los no banco dos réus, por terrorismo social e económico. 

        

05/11/2012

14 de Novembro, Greve Geral

 Faltam 9 dias...

Viver o "Belo", que se lixe a troika...

 
 The Tree of Life,  by Gustav Klimt, 1909  

Começar a semana com as cores de Klimt - A árvore da vida,
A Catavina de Stanley Myers na guitarra de Ana Vidovic,
e as palavras de Eugénio de Andrade - Que se lixe a troika...
 
Fragmento do Homem
Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras. E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida? Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade – eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão.
Eugénio de Andrade, in “Os Afluentes do Silêncio” 

04/11/2012

Na vida e na morte - Paul Lafargue e Laura Marx

"... Mas, ensurdecidos e idiotizados pelos seus próprios urros, os economistas respondem: Trabalhem, trabalhem sempre, pois é para o vosso bem estar! E, em nome da mansidão cristã,  um padre da Igreja anglicana, o reverendo Townshend, salmodiou: Trabalhem, trabalhem noite e dia; trabalhando estão a aumentar a vossa miséria, e a vossa miséria dispensa-nos de vos impôr o trabalho pela força da lei. A imposição legal do trabalho «dá muitas chatices, exige demasiada violência e dá muito nas vistas; pelo contrário, a fome é não só uma pressão pacífica, silenciosa e permanente, mas, como o móbil mais natural do trabalho, provoca também os mais poderosos esforços».
Trabalhem proletários, trabalhem para aumentarem a fortuna social e as vossas misérias individuais, trabalhem, trabalhem, para que ficando mais pobres, tenham mais razões para trabalhar e ser miseráveis. É essa a lei inexorável da produção capitalista... "
Paul Lafargue, in "O Direito à Preguiça"

Entre los líderes del socialismo internacional que más se conmovió ante la muerte voluntaria de cubano-francés Paul Lafargue y Laura Marx, estuvo Lenin que dejó constancia de ello en unos escritos, lo mismo que haría Nada Krupskaya en sus conocidas memorias.




03/11/2012

Brief an Deutschland


Brief an Deutschland
1. November 2012-15:57 von JOSE MARIA CASTRO CALDAS

Frau Merkel, Reichskanzler der Weimarer Republik
Ich frage ihn, anlässlich des Besuchs, die bald uns ermöglichen, in einer kurzen Nachricht an seine Mitbürger zu bringen. Hier ist, was ich vermitteln möchte:
Wir wissen, dass Ihre Regierungen in den letzten zehn Jahren, hatten sie Bestandteil der Löhne zu verzichten gesagt haben, um die Zukunft Ihres sozialen Status zu bewahren. Sagte Sie, und ihr Gläubige, dass bei Prescindissem eines kleinen Teils dieses Einkommens Sie Tornaríeis "Wettbewerbsfähigkeit" und daß auf diese Weise konnten Ihr Land eine Einsparung erhalten Ihre Renten und soziale Rechte Ihrer Kinder künftig Frameformate.
Wir wissen, dass im letzten Jahrzehnt nicht leicht für Sie gewesen und Ihr Land seit dann weniger süß und mehr uneben geworden ist. Wir wissen auch, dass das beabsichtigte Ziel erreicht wurde. Dass Deutschland geworden 'wettbewerbsfähiger', exportierte, importierte weniger billig, große der Zahlungsbilanz Überschüsse und kumulierten Einsparungen bei Ihren Banken.
Wir wissen, aber könnten Sie nicht wissen, weil nicht zu tun, so dass Sie wird von Ihren Führern, behauptet, dass Geld in Ihre Banken angesammelt wurde angewendet, aus Mangel an eine bessere alternative, zinsgünstige Kredite an Banken in Europa, darunter entlehnt den portugiesischen Banken, und sie wieder mit viel Werbung und Matreirice im Süden deren Familien weder Löhne draußen neben wuchsaber sie wollten das Haus, Auto und ein Weg des Lebens ähnlich wie bei Ihnen zu haben.
Unsere Volkswirtschaften unterliegen Wettbewerb von Globalisierung, die geeignet, dass beide Ihrer ausführenden Unternehmen wenig wuchs. Aber die Behauptung, die Ihren Banken, uns durch unsere eigenen, dort anboten würde unsere Familien haben Zugang zu Konsumgütern, viele von ihnen erlauben werden mit Ursprung in der ausführenden Unternehmen. Eine Zeitlang schien dieser Zustand für alle gut.
Als im Jahr 2008 alle Blasen begann zu durchbrechen, entdeckt Ihre Banken, dass sie nicht weiter konnte, das Risiko einzugehen, so viel schneiden Kredit Banken und sogar der Mitgliedstaaten. Wenn die Europäische Union nicht beschlossen hatte, dass keine Bank Konkurs konnte, die Schuld der Bank für die Schulden, hätten wir am Boden zerstört und den verschuldeten Ufern des Gläubigers. Aber die EU beschlossen, dass die Regierungen wollten «rettet die Banken und dann sich selbst, mit der EZB und dem IWF, «Resgatariam»». Es war so, dass sie Ihren Banken, die das niedrige Zinsniveau jenseits aller Besonnenheit Kriterien ausgeliehen hatte, vor dem Bankrott gerettet wurden. Das war, wie sie weiterhin Zinsen auf die Darlehen zu berechnen und Ihre Abschreibung erhalten konnten. Sonst, sie hätte einen Fehler ausgelöst. Sie wissen vielleicht nicht, aber die Kredite an Griechenland, Irland und Portugal sind in Wirklichkeit ein Schulden auferlegt, auf die Menschen in diesen Ländern ' Ihren Banken einlösen '.
Vielleicht wisst ihr nicht, dass bis jetzt Ihre Staaten, alle als Steuerzahler, keinen Euro ausgegeben, der in 'rettet' war nach Griechenland, Irland und Portugal. Bisher garantiert Ihre Regierung gewährt einen Europäischen Fonds, die Schulden auf nahe Null Preise an 3 oder 4, um den Ländern 'gerettet' verleihen ausstellt.
Vielleicht wissen Sie nicht, dass dieser Zustand der Dinge bald ändern kann. Die Sparmaßnahmen im Tausch gegen Darlehen auferlegt ist zu Schleifen, die gerettet Länder. In Kürze werden diese Länder den Punkt erreichen, wo es Schuldendienst aussetzen muss. Zu diesem Zeitpunkt gibt es Verluste, schwere Verluste für den deutschen Steuerzahler, alles inklusive.
Sie wissen vielleicht nicht, aber am Ende aller Mühen, den Sie, im letzten Jahrzehnt getan haben in Deutschland wettbewerbsfähig 'und' Überschuss machen auf einen Blick verwischen kann. Nach all Ihren Überschuss sind unsere Defizite, die Kredite der Banken sind unsere Schulden. Ihre Führungskräfte sollten wissen, dass eine Wirtschaft, ein System ist und die Euro-Wirtschaft keine Ausnahme ist. Wenn die Parteien versuchen, Vorteile auf Kosten der anderen zu gewinnen, ist das Ergebnis für alle und jeden von ihnen verpflichtet, katastrophal.
Sie wissen vielleicht nicht, aber eure Führer sind euch für eine lange Zeit zum Narren.
Verzeihen Sie mir Frau Merkel, wenn zwischen einem und einem anderen Wort lassen Glanz durch überschüssige Bitterkeit. Ist, dass ich nicht verbergen kann: das Schauspiel der einige Leute gegen andere ist für mich unerträglich, vor allem nachdem alle kämpfen sie alle mit ein Problem, das gemeinsame-das Urteil Staatsfinanzen in den Dienst der 1 Bevölkerungsgruppen wie deine & unsere ist. Mir vorbei Tragödien auftreten, Speicher, der undenkbar sein sollte. Werden mir zustimmen in mindestens einem Punkt: Wir müssen diesen endlosen Renditen der Vergangenheit vermeiden.

 A "Carta à Alemanha" de JOSÉ MARIA CASTRO CALDAS, pode ser lida em português aqui. 

http://auditoriacidada.info/article/carta-%C3%A0-alemanha


02/11/2012

Faltam 10 dias para a chegada da Ângela. Vamos preparar-lhe a recepção que merece...

A boa vida desta corja, é paga com a tua miséria...


Adão Silva (Bragança), Adriano Rafael Moreira (Porto), Afonso Oliveira (Porto), Amadeu Soares Albergaria (Aveiro), Ana Oliveira (Coimbra), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa), Andreia Neto (Porto), Ângela Guerra (Guarda), António Leitão Amaro (Lisboa), António Prôa (Lisboa), António Rodrigues ( Lisboa), Arménio Santos (Viseu), Assunção Esteves (Lisboa), Bruno Coimbra (Aveiro), Bruno Vitorino (Setúbal), Carina Oliveira( Santarém), Carla Rodrigues (Aveiro), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo), Carlos Alberto Gonçalves (Europa), Carlos Costa Neves (Castelo Branco), Carlos Páscoa Gonçalves (fora da Europa), Carlos Peixoto (Guarda), Carlos Santos Silva (Lisboa), Carlos São Martinho (Castelo Branco), Clara Marques Mendes (Braga), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira), Conceição Bessa Ruão (Porto), Correia de Jesus (Madeira), Couto dos Santos (Aveiro), Cristovão Crespo (Portalegre), Cristovão Norte (Faro), Cristovão Simão Ribeiro (Porto), Duarte Marques (Santarém), Duarte Pacheco (Lisboa), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo), Elsa Cordeiro (Faro), Emídio Guerreiro (Braga), Emília Santos (Porto), Frenando Marques (Leiria), Fernando Negrão (Braga), Fernando Virgílio Macedo (Porto), Francisca Almeida (Braga), Graça Mota (Braga), Guilherme Silva (Madeira), Hélder Sousa Silva (Lisboa), Hugo Lopes Soares (Braga), Hugo Velosa (Madeira), Isilda Aguincha (Santarém), Joana Barata Lopes (Lisboa), João Figueiredo (Viseu), João Lobo (Braga), João Prata (Guarda), Joaquim Ponte (Açores), Jorge Paulo Oliveira (Braga), José de Matos Correia (Lisboa), José de Matos Rosa (Lisboa), José Manuel Canavarro (Coimbra), Laura Esperança (Leiria), Lídia Bulcão (Açores), Luís Campos Ferreira (Porto), Luís Leite Ramos (Vila Real), Luís Menezes (Porto), Luís Montenegro (Aveiro), Luís Pedro Pimentel (Vila Real), Luís Vales (Porto), Margarida Almeida (Porto), Maria Conceição Pereira (Leirie), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa), Maria das Mercês Borges (Setúbal), Maria Ester Vargas (Viseu), Maria João Ávila (fora da Europa), Maria José Castelo Branco (Porto), Maria José Moreno (Bragança), Maria Manuela Tender (Vila Real), Maria Paula Cardoso (Aveiro), Mário Magalhães (Porto), Mário Simões (Beja), Maurício Marques (Coimbra), Mendes Bota (Faro), Miguel Frasquilho (Porto), Miguel Santos (Porto), Mónica Ferro (Lisboa), Mota Amaral (Açores), Nilza de Sena (Coimbra), Nuno Encarnação (Coimbra), Nuno Filipe Matias (Setúbal), Nuno Reis (Braga), Nuno Serra (Santarém), Odete Silva (Lisboa), Paulo Batista Santos (Leiria), Paulo Cavaleiro (Aveiro), Paulo Mota Pinto (Lisboa), Paulo Rios de Oliveira (Porto), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal), Pedro Alves (Viseu), Pedro do Ó Ramos (Setúbal), Pedro Lynce (Évora), Pedro Pimpão (Leiria), Pedro Pinto (Lisboa), Pedro Roque (Faro), Ricardo Baptista Leite (Lisboa(, Rosa Arezes (Viana do Castelo), Sérgio Azevedo (Lisboa), Teresa Costa Santos (Viseu), Teresa Leal Coelho (Porto), Ulisses Pereira (Aveiro), Valter Ribeiro (Leiria), Vasco Cunha (Santarém), Abel Baptista (Viana do Castelo), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa), Altino Bessa (Braga), Artur Rêgo (Faro), Helder Amaral (Viseu), Inês Teotónio Pereira (Lisboa), Isabel Galriça Neto (Lisboa), João Gonçalves Pereira (Lisboa), João Paulo Viegas (Setúbal), João Pinho de Almeida (Porto), João Rebelo (Lisboa), João Serpa Oliva (Coimbra), José Lino Ramos (Lisboa), José Ribeiro e Castro (Porto), Manuel Isaac (Leiria), Margarida Neto (Santarém), Michael Seufert (Porto), Nuno Magalhães (Setúbal), Raúl de Almeida (Aveiro), Telmo Correia (Braga), Teresa Anjinho (Aveiro), Teresa Caeiro (Lisboa) e Vera Rodrigues (Porto). 

01/11/2012

Estamos à espera...


















Projecto Ruído

Ângela,

Não me conheces, mas achei que te devia escrever porque em breve estaremos tão perto que seria estranho se não nos apresentássemos antes. Não espero que me respondas, nem sequer que me cumprimentes ao chegar, mas para que não tenhas dúvidas, achei por bem apresentar-me desde já, para que quando chegares saibas ao que vens.

Como disse, não me conheces, mas eu estarei à tua espera. 

Eu sou a criança que vai para a escola sem pequeno-almoço, com meia dúzia de cêntimos
 no bolso (quando há!), que almoço um pão com queijo no supermercado ao lado da escola. 

Eu sou o rapaz que anda uma hora a pé para a secundária porque o Governo me tirou o apoio ao passe escolar e os meus pais não têm dinheiro para pagar transportes para mim e para a minha irmã. 

Eu sou a rapariga que vês através do vidro esfumado do teu carro do corpo diplomático a correr da faculdade para um emprego mal pago, com horários desumanos, a fazer esforços além das minhas forças, para pagar os estudos porque as propinas não param de aumentar e já ninguém tem bolsa neste país. 

Eu sou o licenciado que entrava no avião enquanto saías do teu para emigrar à procura de um sítio qualquer onde tenha um emprego. 

Eu sou a jovem trabalhadora que acumula estágios, falsos “recibos verdes” e contratos a prazo há anos, apesar de trabalhar há anos num mesmo sítio e desempenhar funções de carácter permanente. 

Eu sou o homem que vagueia desesperado pelas ruas, sem perspectiva, cansado de ver as portas a fecharem-se sem encontrar um emprego há anos. 

Eu sou a mulher que tem de escolher entre comer duas refeições ou dar as vacinas todas aos meus filhos. 

Eu sou o trabalhador que no dia em que recebe sabe que não vai ter dinheiro para pagar todas as contas que tem até ao fim do mês. 

Eu sou a que ficou sem casa por não ter dinheiro para pagar a prestação. 

Eu sou o pai, a mãe, o avô, a avó que sustenta de novo filhos e netos que viram negada a sua emancipação e voltaram à minha dependência. Eu sou o doente a quem roubaram a possibilidade de se tratar. Eu sou o reformado a quem a pensão não chega para viver.

Eu sou isso e muito mais. Sei que não te devo parecer estranho, porque também lá para os teus lados os há (e muitos) como eu, à custa de quem tu e os senhores do sistema por quem dás a cara vivem no luxo e na fartura a acumular lucros aos milhares de milhões. Desses também temos por cá, dos que exigem daqueles como eu que não tenha vida, que não tenhamos dinheiro para mandar cantar um cego, que não tenhamos presente nem futuro e depois têm lucros tão grandes que a numeração que se aprende na escola nem chega para saber exactamente quantos zeros é que são.

É por isso que quero é que tu e a troika, seja a que trazes contigo, seja a que vens cá dar festinhas no dorso, se lixem. 

Estou farto de viver à rasca e estimo bem é que voltes para donde vieste e, de preferência, leves contigo os que me andam a enterrar o futuro, a atulhar-me no lixo deles, enquanto eles brindam nos seus copos de cristal.

Mas Ângela, antes de ires, agacha-te e junta-te a esses teus fiéis súbditos que rasgam no chão os seus joelhos para te beijar a mão ao passares. Com eles, esses colaboracionistas, que abrem as portas do país a quem nos vem roubar, apanha um por um os pedaços desse dito “memorando de entendimento”, que cá por mim se não for rasgado, ele só serve mesmo para fazer de calço debaixo do pé de alguma mesa manca cujo baloiçar faz a escrita torta ou a sopa pender para um dos lados do prato!

Por fim, e para que não me acuses de indelicadeza, deixo-te para o caminho de volta um pedacinho da nossa cultura: cada vez que prometas que as coisas vão mudar, que as instituições vão ser reformadas, que isto vai ficar melhor à custa da nossa miséria, que isto é que é moderno e inevitável, lembra-te de um poeta português que dizia “Vós que lá do vosso império. Prometeis um mundo novo, Calai-vos, que pode o povo. Qu'rer um mundo novo a sério.”

Até dia 12. Eu serei o da pancarta na mão, o do megafone estridente, o que não se resigna e faz tanto ruído que não te dará por onde fugir sem teres de me ouvir. Vemo-nos por aí,

Projecto Ruído

O brinquedo da Merkel


































Um país que tem como Primeiro Ministro um fantoche, não passa de um Teatro de fantoches. A isto chegou Portugal, um teatro, onde o espectáculo em cena diariamente se assemelha cada vez mais a uma tragédia, que só não é Grega porque não respeita as regras dramatúrgicas clássicas, embora conte com actores e não lhe falte o coro. Este país/teatro desenvolve até à exaustão, e exibe de forma ininterrupta no seu palco,  essa medíocre quanto inútil obra austeritária intitulada Memorando Da Troika, para gáudio de um público sádico que, desde as cadeiras da UE, do FMI, e do BCE, se regozija com as piruetas das personagens - ministros fantoches, acessores fantoches, banqueiros fantoches, (alguns) intelectuais fantoches -, com as declamações do coro - comentadores fantoches, (alguns) jornalistas fantoches, etc. -, mas principalmente com o sofrimento de milhões de figurantes que, na realidade, são os que levam as pancadas mais dolorosas. Os figurantes, como uma legião de escravos, sofrem as pancadas e as humilhações dessa assistência de élite e troikista, mas também as pauladas que os fantoches lhes desferem. É urgente mudar o guião. É urgente a REVOLUÇÃO!