31/10/2012

Durão Barroso, o especialista em fugas...


É antiga a tendência deste figurão para as fugas. Primeiro, foi a fuga ideológica - de radical  maoista  pró-socialista chinês  virou conservador e pró-salazarento PSD capitalista, mostrando claramente a qualidade das suas convicções. Depois, eleito primeiro ministro por esse club que se diz social democrata - mas  nascido nas cadeiras do estado novo -, não precisou de muito tempo para fugir para outra cadeira mais cómoda  e bem paga na União Europeia, deixando "Portugal de tanga", ( a expressão é dele num exercício de  crítica aos "outros", exercício de fuga à competência que não tem. Por lá tem andado, palrando de culinárias várias sobre questões em que não tem voto na matéria, enchendo a boca de "estados de bem estar mas...", com "austeridades sociais que...", "défices e...", "dívidas públicas se...", "porque os bancos, pois...", palra, palra, palra e a vidinha segue. Ultimamente até partilha espaços de profunda reflexão e pensamento futebolístico, matéria de suprema relevância para a solução dos problemas dos povos europeus. Ideológicamente continuou a evoluir (ou fugir?) - de conservador e quase social democrata, faz mais uma fuga para diante tornando-se troikista radical  defensor do neo-ultra-liberalismo. É nesta condição que volta a fugir, mas desta vez do Povo. Até um dia... Talvez.