18/04/2012

Anthero de Quental - nasceu em 18 de Abril de 1848


http://www.vidaslusofonas.pt/antero_de_quental.htm
Para além do Universo luminoso 
Cheio de formas, de rumor, de lida,
De forças, de desejos e de vida,   
Abre-se como um vácuo tenebroso.
A onda desse mar tumultuoso
Vem ali expirar, esmaecida...
Numa imobilidade indefinida
Termina aí o ser, inerte, ocioso...
E quando o pensamento, assim absorto,
Emerge a custo desse mundo morto
E torna a olhar as coisas naturais,
A bela luz da vida, ampla, infinita,
Só vê com tédio, em tudo quanto fita,
A ilusão e o vazio universais.