31/12/2010

Destaque fim de ano

Um presidente,  vários ex-ministros e secretários do dito presidente quando também era ministro - o primeiro -, e outros figurantes...
Tudo gente séria: ex-banqueiros do BPN, ex-accionistas do BPN, figurantes e figurões...
Sobre a seriedade de quem se considera duplamente sério: "Presunção e água benta, cada um toma a que quer" - adágio popular.
Sobre o roubo praticado por alguns com o possível desconhecimento de outro, ou sobre a má gestão de vários com grandes lucros para todos eles, ou ainda, como é que gente tão próxima fala tão pouco de interesses comuns: " Tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta" - adágio popular.

29/12/2010

Afinal era boato...

Foi anunciado nas TVs, nas rádios, nos jornais, anteciparam-se "panoramas" de possíveis vencedores, iria ser o debate "fundamental" para ajudar os já tão "politizados" portugueses a escolherem o próximo inquilino de Belém com renda paga pelos contribuintes, enfim!, todos aqueles exageros tão característicos nestas terras de (i)lusos- europeus- do- norte- de- África, ou do cu da Europa se preferem. Mas afinal era boato, nada de estranhar num país onde constantemente se inventam boatos sobre a corrupção, sobre o tráfico de influências, sobre a pobreza, sobre o desemprego, sobre as injustiças e desigualdades, enfim sobre todas essas coisas inventadas por uns tipos que estão sempre no contra. É bom de ver que isto por cá é um paraíso terrenal, e se não acreditam perguntem ao Dr. Dias Loureiro, ilustre ex-conselheiro de Estado, ex-administrador da SLN - Sociedade Lusa de Negócios-, ex-Ministro dos Assuntos Parlamentares e da Administração Interna nos (des)governos do amigo e não menos ilustre economista de Boliqueime Aníbal Cavaco Silva, candidato à presidência da República. Mas se por acaso têm algum tipo de preconceito cromático, e preferem o rosa ao laranja então tirem as dúvidas com o ilustríssimo Armando Vara, ex-vice-presidente do BCP, ex-Secretário de Estado, ex-Ministro Adjunto e muito amigo do celebérrimo Engº José Sócrates, famoso Primeiro Ministro que agarrou na tanga com que Durão Barroso vestiu o País, puxou, e pôs Portugal a fazer nudismo. Bom!, - com  licença  do primeiro  dessa  meia duzia de sábios nacionais, Dr. Professor Marcello ou vice-versa -, a verdade é que hoje o Dr. Manuel Alegre foi mais candidato da sua família - socialista -, do que dessa esquerda que se pretende aglutinadora de  vontades transformadoras com sensibilidade social. O debate esteve para ser, mas não passou de uma troca de galhardetes repetitivos, tão politicamente correctos e aborrecidos que, desconfio que alguns, não sei se milhares, dezenas ou centenas de milhares, mas alguns eleitores por poucos que sejam, decidiram hoje a sua orientação de voto pela negativa. Será que isto se resolve engolindo mais uns sapos? Cá por mim penso que não, porque se de facto os cavacos, os loureiros e os passos não são boa companhia, a viagem com os sócrates e os varas não é de certeza melhor.

23/12/2010

Quando um homem quiser

Ary dos Santos, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho

Sobre o estado de muitos, o Estado de alguns - poucos -, submarinos e BPN

É véspera de Natal, "dia de ser bom" como disse António Gedeão, "dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem...", e é por isso que não resisto a trazer aqui o artigo " Mãos Largas " de João Paulo Guerra - afixado por Carlos Medina Ribeiro no Sorumbático -, tão elucidativo de como o Estado - MUITO de poucos - e o Estado - pouco de MUITOS -, promove todos os dias a fraternidade universal. 

22/12/2010

ESQUERDA.NET lança Wikifugas

Em Portugal o Esquerda.Net mostra o caminho para a defesa da Liberdade de Expressão. Depois de numa primeira atitude ter instalado um "espelho" do site do WikiLeaks, lança agora o seu próprio site Wikifugas, "totalmente dedicado à divulgação" das matérias mais relevantes que nos possam chegar  via "Cablegate". Pode lêr mais aqui sobre este tema, podendo aínda aceder a várias hiperligações de interesse relevante. Parabéns.

Como é Natal, "mais uma ajudinha" para o BPN, vá lá... Só mais 500 milhõezinhos... Não custa nada, pois não?..

21/12/2010

Crise? Qual crise?

Crise? Qual crise? Funde um BPN, viaje para uma ilha exótica, e espere. O governo ajuda, o povo paga, e você será o feliz contemplado do melhor dos mundos possíveis. FANTÁSTICO!

19/12/2010

James Petras: História de Natal - Maria e José na Palestina 2010

Michael Moore e a Wikileaks

Michael Moore é americano dos EUA. Michael Moore, ao contrário de José Manuel Fernandes que não é americano, é intelectualmente honesto quando realiza os seus filmes e documentários, ou quando escreve os seus artigos, sejam eles temáticos ou de opinião. Michael Moore, como americano de espírito livre  é mordaz na crítica, corrosivo até no humor, e não tem necessidade como JMF e outros escribas de inutilidades óbvias, de lamber as botas e dar graxa a nenhum poder político ou económico dominante. Michael Moore, que não consta que tenha sido alguma vez da UDP ou do PCP- ML, não faz nada para cair nas boas graças de nenhum senhor ou amo neo-liberal, nem para defender as "virtudes" do fundamentalismo dos mercados, nem para desinformar com eufemismos inúteis ou omissões conscientes, sobre o que quer que seja que ache legítimo ser do conhecimento público. Michael Moore é solidário com a WikiLeaks porque sabe o significado da Liberdade de Expressão sem a qual não há Liberdade de Imprensa, e porque a ética não é compatível com a censura.

05/12/2010

Barack Obama - o negro mais branco dos EUA

Eleito como o quadragésimo quarto (44º) presidente dos EUA há quase dois anos - 20 de Janeiro de 2009 -, e sendo o 1º afro-americano a sentar-se na Casa Branca, Barack Obama tornou-se uma espécie de esperança para milhões de seres humanos, que quiseram ver no ex-líder comunitário e advogado na defesa dos direitos civis, o presidente que iria humanizar o império mais agressivo dos tempos modernos. O começo foi animador, com concertos, fogo de artifício, e até os sorrisos abertos nos semblantes de analistas, comentadores e um sem fim de cinzentos conservadores do mundo ocidental - Portugal incluído -, já cansados dos becos sem saída em que  o "demiurgo guerreiro" do passado recente, George W. Bush, os tinha metido na sua cruzada imparável na perseguição do petróleo, tão necessário para saciar a fome e a sede dos deuses, santos, apóstolos e crentes das catedrais de Wall Street. Também muitos dos  tradicionais anti-americanos e os históricos cépticos foram bafejados pelos novos hálitos, e o primeiro milagre aconteceu - já não era pecado a cor da pele, estavam ultrapassados os mais primários preconceitos raciais. Se até um dos reis magos que adoraram o "menino" de Belén era negro, porque não havia de sê-lo o imperador do séc. XXI? A Paz tão desejada via-se já ao dobrar da esquina, seriam fechadas as prisões onde se torturavam os adversários "inimigos", seriam defendidos os direitos humanos, intocáveis os princípios democráticos, etc. etc etc... Mas, passados estes quase dois anos de mandato Obama, o mundo não está melhor. A guerra do Afganistão continua a alimentar as empresas de armamento e os falcões do Pentágono e acólitos, Guantánamo continua a ser o macabro retrato do sistema, e quanto à democracia, no Iraque continua a não passar de uma miragem e, nos EUA - esse baluarte da liberdade de expressão -, proíbe-se o acesso dos funcionários da Casa Branca ao WikiLeaks, fabricam-se campanhas de descrédito sobre os membros do site, e persegue-se o seu fundador Julian Assange, por ter cometido o "crime" de nos mostrar milhares de  verdades "inconvenientes". Afinal, Barack Obama não é muito diferente dos seus antecessores, talvez o único traço que o distinga dos outros, seja o facto de ser o negro mais branco da América.


01/12/2010

1º de Dezembro

Muita água passou debaixo das pontes desde aquele 1º de Dezembro de 1640. Naquele tempo - há 370 anos -, Portugal confrontou-se como hoje se confronta com  o significado do conceito de "independência nacional". Não vou perder-me em considerações patrioteiras de hinos e bandeiras, que geralmente pouco têm que ver com a real auto-determinação dos povos e a autonomia dos cidadãos que os compõem, mas com a crua realidade que lhes molda a(s) vida(s). Se ontem era o domínio da "pátria", pela monarquia filipina da parente próxima Espanha, hoje é a subjugação da ideia de soberania frente ao poder sem limites de uma UE neo-liberal, dominada por uma trupe de especuladores sem escrúpulos, que atormenta a vida dos portugueses de aqui, e dos portugueses/irlandeses, portugueses/gregos, portugueses/espanhóis e quem sabe quantos mais portugueses qualquer/coisa de sabe-se lá de onde... O Miguel de Vasconcelos de 1640, pode encontrar-se hoje mais ou menos disfarçado nos trajes/uniformes de 1ºs ministros, candidatos a 1ºs ministros, ministros e secretários, banqueiros, gestores, intelectuais, economistas - muitos-, fazedores de opinião, jornalistas obedientes  sem atitude ou capacidade crítica, e um longo etc. de oportunistas que com os anteriormente citados formam um autêntico exército de apóstolos das rançosas teorias de Milton Friedman, e para quem os outros, a maioria - gente comum que todos os dias trabalha, sofre e luta -, não passam de números estatísticos ou indiferenciados indiferentes. Parafraseando Almada Negreiros, "Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado", portanto, hoje precisam-se  milhões de "conjurados" que façam urgentemente a limpeza do "meio ambiente" nacional", ou  o risco de que aterre na Portela o lixo processado em Bruxelas, com as suas novas/velhas teorias e vontades esclavagistas, passará de possibilidade a evidência, como se pode verificar no site,  

28/11/2010

Entre o céu e o inferno



" O primeiro-ministro de Portugal (António Guterres) está absolutamente empenhado em levar a generalidade dos portugueses para o reino dos céus, que é para onde vão os pobres da terra. Mas devia perguntar-lhes se eles querem." 13 de Março de 2001, João Paulo Guerra

O primeiro-ministro de Portugal (José Sócrates) e o líder do PSD (oposição a fingir, Pedro Passos Coelho), estão empenhadíssimos em levar a grande maioria dos portugueses para o inferno, porque é mais higiénico, evitam-se problemas de saúde pública, e não se ocupam desnecessariamente terrenos que possam  vir a ser úteis em negócios mais lucrativos no futuro. Não sei se lhes perguntarão se querem ir para lá - desconfio que não -, mas com o preço da electricidade e dos combustíveis - lenha incluída -, como hão-de os pobres enfrentar o Inverno?

Elogio da dialéctica

25/11/2010

A oeste nada de novo - sobre a Greve Geral


 A ministra é uma mulher feliz com o resultado da Greve Geral. Segundo ela, o seu secretário de estado e o (des) governo de que fazem parte, o número de grevistas não ultrapassou os 20,1% em termos gerais e, os trabalhadores da Administração Pública Central que aderiram foi de 29%. Isto só mostra a coerência do executivo que, quando se trata de números, tem uma especial disposição para errar. A melhor ilustração é o estado a que o país chegou.

24/11/2010

Dia de Greve Geral - "Manifestación" de António Berni, com poema de Régio


  • Surge Janeiro frio e pardacento,
  • Descem da serra os lobos ao povoado;
  • Assentam-se os fantoches em São Bento
  • E o Decreto da fome é publicado.                                      

  • Edita-se a novela do Orçamento;                                     
  • Cresce a miséria ao povo amordaçado
  • Mas os biltres do novo parlamento                                   
  • Usufruem seis contos de ordenado.                                   

  • E enquanto à fome o povo se estiola,                                
  • Certo santo pupilo de Loyola,                                           
  • Mistura de judeu e de vilão,
  •  
  • Também faz o pequeno “sacrifício”                                  
  • De trinta contos – só! – por seu ofício                              
  • Receber, a bem dele... e da nação.
  •  
  • JOSÉ RÉGIO

A Greve Geral no Parlamento Europeu

22/11/2010

Um governo patético e sem noção do ridículo...


Uma manhã, um Secretário de Estado, um discurso de abertura de um Congresso;
Um fim de tarde, um Ministro, um discurso de encerramento de um Congresso;
"Medida de austeridade": discurso de abertura = discurso de encerramento, o mesmo.
Explicação: o "des"governo fala a uma só voz.
Quanto custa um discurso?


Ora cá estão dois "duros". Orgulhosos da sua tropa, guardas e polícias, das suas armas e sofisticados carros de repressão e morte, eles aí vão, autênticos Rambos em perseguição dos "maus".Um deles é o exemplo puro da "ovelha tresmalhada" recuperada pelo sistema - manifestante contra a guerra num passado próximo, repressor dos que contra ela se manifestam hoje.
A propósito: onde ficaram as viaturas? Quem as vai pagar? A quem serve este negócio?








Eis um Ministro em franca promoção familiar.








A Cultura do Ministério ou o Ministério da Cultura? Ah! Uma Ministra da Cultura. Para o executivo, parece que cultura é sinónimo de turismo... E, claro, lá foi a Ministra cumprir a sua obrigação, servindo de guia turística às senhoras desocupadas, que acompanharam os maridos à cimeira da NATO em Portugal.


Um quase ex-Primeiro Ministro. Um clone de si mesmo, sempre coerente na sua prática de especialista em tele-vendas. Se ontem "nos" vendia as maravilhas dessa Europa que "já era", com o Tratado de Lisboa, hoje cá está ele de novo a tentar "vender-nos" a infalibilidade do "Conceito Lisboa", enquanto "filosofia estruturadora" das políticas de dominação militar do mundo.

"Benditos os pobres de espírito, pois será deles o reino dos céus..." 

Joaquim Gomes 1917-2010.

O histórico dirigente do PCP tinha 93 anos de idade. Funeral de Joaquim Gomes

21/11/2010

Guarda-avançada da nova-velha ordem

Clique na imagem, para ampliar

Até podem vestir-se de virgens imaculadas, mas são com certeza dois exemplares,  que olham a Democracia como qualquer coisa  muito trabalhosa...
"- Bolas pá, que chatos..."  

20/11/2010

A PAZ não se consegue com organizações de guerra - Abaixo a NATO

Austeridade - "Malos tiempos para la lírica..."

Todos os dias somos bombardeados com um enorme ruído que tem origem nas televisões, nos comentários oriundos da leitura de jornais, no intercâmbio efectuado nas mais variadas redes sociais, na blog-esfera etc., sobre a crise e a austeridade "inevitável" que ela nos impõe, sobre a recessão, o desemprego, sobre o "apertar o cinto" que não   é possível evitar, sobre o esforço que a "todos?" nos é exigido, e um sem-fim de sacrifícios necessários, para cumprirmos as promessas de uma penitência que não escolhemos, e da qual nos querem fazer responsáveis.
Não é fácil contrariar o pensamento único do sistema, com os seus "fazedores" de opinião a entrarem a toda a hora em casa das pessoas sem serem convidados, os seus emissários amestrados - clones travestidos  de jornalistas, as suas universidades-fábricas de consumidores acríticos, as suas elites pós-modernas com séculos de vícios e de incompetência... 
Como dizia  Nicolás Guillén, "fácil, sólo la mierda", portanto, façamos um esforço para sair dela. Desintoxiquemos-nos, começando a aprender com leituras que valham a pena, como a que se encontra em 
http://www.esquerda.net/artigo/hist%C3%B3ria-da-austeridade, da autoria de Boaventura Sousa Santos.

A Democracia de Rui Rio - O roubo da propaganda sobre a Greve Geral

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Polícia Municipal do Porto, destrói cartaz dos sindicatos, de apelo à greve Geral


Meu país desgraçado... – Sebastião da Gama

Meu país desgraçado!..
e no entanto há Sol a cada canto
e não há mar tão lindo noutro lado.
Nem há céu mais alegre do que o nosso,
Nem pássaros, nem águas…

Meu país desgraçado!..
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?

Meu Povo
de cabeça pendida,
mãos caídas, de olhos sem fé
- busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.

E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.

Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclamam filhos mais robustos!

Povo anémico e triste,
meu Pedro Sem forças, sem haveres!
- olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!

18/11/2010

Há 139 anos... Quem diria?

 “O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes tornaram-se dissolutos; as consciências em debandada; os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. (…) A ruína cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e um inimigo. (…) No entanto, a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido.”

“As Farpas”, 1871 – Eça de Queiróz 

17/11/2010

E os porquinhos do ano, são...?


Bem, nada de confusões. Porquinhos são porquinhos, mas estes senhores da imagem só estão no meio deles, não é? Pois, nós sabemos que há pessoas mais porcas que os próprios porquinhos, mais nojentas até...Porque fazem coisas que não deviam, sem nenhuma vergonha na cara, são uns autênticos alarves à mesa, sempre a pensar em comerrrrr tudo, mas pronto... Também são muito obedientes aos patrões, e às vezes até parece que têm alguma consciência. Estes que aqui estão, por exemplo, até tiveram coragem - isso mesmo, coragem! - para mandarem uma mensagem ao amo, - o que é o amo? Ora essa!, é o senhor que manda - para darem uma ajudinha pela alma de quem lá têm pela conversão da crise... Não se sabe o que o amo vai fazer, quer dizer, o amo vive muito bem com essa coisa da crise, muitas vezes até vivem muito melhor com as crises, pois quem tem que as pagar são as outras pessoas. Quais? Todas: os velhinhos, os jovens desempregados, os trabalhadores mal pagos, os precários, os pobres, os emigrantes, enfim, todos aqueles que não estudaram para serem amos ou para serem seus lacaios... Mas enfim, não vou contar-vos a história toda... http://arrastao.org/sem-categoria/tenham-a-bondade-de-auxiliar e http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1711861&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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José Saramago, a voz sempre presente

16/11/2010

Aí está de novo, a justificar a sua promoção

Constâncio, que como toda a gente sabe é mais um dos génios da economia que também ajudou a que este país chegasse ao estado a que chegou - lembram-se, entre outros, dos casos BPN e BPP? -, abriu hoje a boca para falar da Irlanda. E claro, como não poderia ser de outra maneira, para ensinar os irlandeses como e o que devem fazer para "estabilizar a sua situação", isto é: recorrer à ajuda da UE e do FMI, porque, como é evidente, os mercados «compreendem completamente o propósito e o alcance» do programa de títulos do BCE.
No passado dia 11, já um outro super-homem dos que vão nascendo por estas bandas, o maoísta Durão Barroso, tinha dito que estava a acompanhar a situação de grave crise financeira irlandesa e que « a União Europeia estava pronta a apoiar» a Irlanda.
Por cá, um presidente também economista e ex-primeiro ministro, também responsável da situação a que o pais chegou - este, não a Irlanda - tinha afirmado que não era bom diabolizar os mercados e, todas as televisões e pasquins nacionais fizeram eco das suas palavras.
Constâncio, Barroso, Cavaco e todos os que falam nos mercados como algo abstracto para justificar todos os males, como se de um deus tirânico e canibal se tratasse, todos eles, são os representantes do mercado, são os que vivem servindo e servindo-se do mercado, são ao mesmo tempo os manipuladores e as marionetas do sistema. Se os políticos não servem para regular os mercados, então para que são necessários os políticos?
O Fundo Monetário Internacional não ajuda ninguém, a não ser os que o servem.


14/11/2010

Socorro!, um porta-aviões não...


O Paulinho das feiras, também conhecido como o Paulocas dos submarinos, parece que teve um sonho na noite passada. E o diabo é que quando os personagens como este, sonham, não conseguem ver a diferença entre o imaginário e a realidade. O Paulinho, como o Zezinho, o Coelhinho e outros inhos que por aí proliferam, quando se deixam embalar pela noite fora, têm sonhos que depressa se transformam nos mais terríveis pesadelos da Nação. O Paulinho sonhou-se grande, um autêntico gigante predestinado para grandes vôos. Se isto não passasse de um simples jogo da batalha naval em papel quadriculado, a coisa não era grave. Mas não, sonhou a sério. Juntou alguns papagaios à sua volta e disse-lhes: - Espalhai a notícia por todos os cantos do país, dizei-lhes que eu descobri a pólvora seca, quer dizer, a solução para todos os problemas que atormentam a alma e o corpo desta desgraçada Pátria. Eu vi, eu sei que é possível formar um governo de salvação nacional, entre o CDS, o PSD e o PS. Mas com o Zezinho fora do jogo, pronto! Com ele não brinco, porque antes também não me deixou brincar...
O Paulinho também delira, como os outros. E destes delírios não se pode esperar nada de bom. Quanto custou o submarino, mil milhões de euros? Imaginem quanto pode custar o próximo brinquedo do menino... Porque o dedo mindinho adivinha coisas, e o meu segredou-me que o que ele quer agora, é um porta aviões. SOCORRO, isso nãããão!

Ricardo Noronha - palavras para serem lidas

Vias de Facto: Um Inverno que promete que ser longo

As paredes limpas de Câncio

A propósito de "Democracia esborratada" de Fernanda Câncio, mais um episódio de um mau "espectáculo".

Fusão PS/PSD


O Ministro dos Negócios Estrangeiros do (des) governo nacional Luís Amado fez quase uma descoberta sem precedentes, ao classificar a política portuguesa como aberrante, em entrevista exclusiva concedida ao Expresso. E só não é uma descoberta porque a essa conclusão chegam os portugueses todos os dias, já há bastante tempo, e não pelo motivo que aponta, mas pelo contrário. Não Sr. Ministro, não é verdade que Portugal viva "numa situação onde a oposição e o governo minoritário não tenham conseguido iniciar um diálogo com vista à constituição de uma plataforma de governo". Haverá melhor plataforma de governo para os vossos interesses do que os acordos para a aprovação dos vários PECs com o PSD? Não é um exemplo de grande cumplicidade a aprovação do - esse sim, aberrante - Orçamento do Estado 2011 com o mesmo PSD? Qual é a próxima jogada para a desresponsabilização do delirante licenciado da Independente e de todos os que lhe alimentam o ego, ou se alimentam à custa desse ego - "centrista"? Não Ministro, o problema de Portugal são as décadas de governação sem alternância de poder, sempre os mesmos ao serviço do mesmo, e de si próprios. Uma questão Sr. Ministro: porquê uma coligação e não uma fusão PS/PSD? Terá que acontecer um dia, porque até mesmo os que mais dormem acabam por acordar...

FMI



03/11/2010

Dia Nacional da Infâmia - aprovação do Orçamento PS/PSD 2011








“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, – reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (…)

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, – como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;

Dois partidos (…), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (…) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, – de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (…)”

Guerra Junqueiro, A Pátria, 1896



24/10/2010

A RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA - o significado das palavras - 2



NEGOCIABILIDADE, s.f. qualidade daquilo que é negociável. (Do lat. "negotiabile-, «negociável» + -idade).

NEGOCIAÇÃO, s. f. acto ou efeito de negociar; negócio; contrato; ajuste; pl. conversações diplomáticas entre Estados, para ajustar um tratado. (Do lat. negotiatione-, «negócio; negociação»).

NEGOCIADOR, adj. e s. m. que ou aquele que negoceia; agente político encarregado de negociações; etc. (Do lat. negotiatõre-, «id»).

NEGOCIANTE, s. 2 gén. pessoa que negoceia; comerciante; traficante. (Do lat. negotiante-, «id»).

NEGOCIAR, v. intr. fazer negócios; comerciar; traficar; tr. ajustar; agenciar; comprar ou vender, etc. (Do lat. vulg. "negotiãre, por negotiãri, «id»).

NEGOCIARRÃO, s. m. aum. de negócio, negócio muito lucrativo; negócio importante. (De negócio +- arrão).

NEGOCIATA, s. f. negócio em que geralmente há trapaça. (De negócio+-ata).

NEGÓCIO, s. m. transacção comercial; comércio; tráfico; ajuste; assunto pendente; embrulhada; etc. (Do lat. negotiu-, «id»).

NEGOCISTA, s. 2 gén. (Bra.) pessoa que faz negócios ilícitos. (De negócio+-ista).


Exercício:
Hoje aprendemos algumas palavras começadas por "N".

Observando a imagem, tente descobrir quais os termos certos para classificar os senhores que nela aparecem, assim como a acção por eles desenvolvida.

O teste a seguir é composto apenas por duas perguntas de resposta múltipla, mas deve escolher uma só resposta, a que lhe parecer mais acertada.

Repita o exercício as vezes necessárias até acertar correctamente nas questões, pelo menos até às próximas eleições, prevenindo-se assim de possíveis recaídas em doenças do passado, cujos efeitos negativos são mais difíceis - se não impossíveis - de sarar com o passo do tempo, para além de liquidarem qualquer ideia de auto-estima ou realização pessoal.

Boa sorte, pode começar.

Teste de Bom Português

1 - Os homens da imagem estão a fazer...

A - ... uma negociação
B - ... um negócio
C - ... um negociarrão
D - ... uma negociata
E - ... outra


2 - Tendo em conta a resposta à questão 1, pode-se concluir então que...

A - ... as pessoas que aparecem na imagem são negociadores
B - ... as pessoas que aparecem na imagem são negociantes
C - ... as pessoas que aparecem na imagem são negocistas
D - ... as pessoas que aparecem na imagem não se sabe bem o que são
E - ... outra




17/10/2010

A RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA - o significado das palavras

Ex. de grupo de pessoas...
DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA


BANDO, s.m. grupo de pessoas ou de animais; rancho; malta; partido; associação de indivíduos para a prática do crime; súcia; quadrilha; etc.


QUADRILHA, s.f. conjunto de quatro ou mais cavaleiros disposto para o jogo das canas; bando de ladrões ou salteadores; dança alegre e movimentada que primitivamente se dançava só com quatro pessoas; esquadrilha; etc; (pop.) turma; chusma; corja; matilha; malta; súcia.

10/10/2010

Zé do Telhado - ao Panteão dos Ilustres de Portugal, já!



JOSÉ DO TELHADO Mestre e Repartidor Público


…De hoje em diante acabou-se a revalbaria! Temos de levar a vida a sério se queremos vencer. E quem não estiver satisfeito pode sair já, a porta está aberta! De hoje em diante, a malta aqui reunida não será um bando de ladrões. Governamo-nos, mas eu só vou tirar aos que têm mais, para dar aos que têm menos. Proíbo, ouvi bem: proíbo! que alguma vez se tire aos pobres e a todos aqueles que vivem honradamente do seu trabalho…


…De hoje em diante, eu só estou aqui como Repartidor Público. Tudo o que tirarmos aos outros não será só para nós. Uma parte é para os pobres. Ali para o Douro há muita gente rica, mas também se vê por lá muito pobre. Tenho visto por aí muitos velhos, sem terras, nem nada, e mulheres com bandos de filhos. A nossa comunidade tem de ajudar os que são esquecidos por todos…


…Os ricos e os políticos é que hão-de pagar para os pobres... Os políticos têm sido a desgraça dos pobres. Prometem tudo, mas só protegem os que eles muito bem querem. Aos pobres passam a vida a mentir-lhes. De hoje em diante eu serei repartidor público. Podeis dizê-lo a toda a gente. O povo há-de sabê-lo. E também quero que as autoridades o saibam. Porque este encargo foi-me dado pelo povo.


IN: JOSÉ DO TELHADOO ROBIN DOS BOSQUES PORTUGUÊS?VIDA E AVENTURAJosé M. Castro PintoPlátano Editora, Lisboa 2002

11/09/2010

11 de Setembro


No dia 11 de Setembro de 1973, militares ao serviço de Augusto Pinochet atacaram o Palácio de La Moneda em Santiago do Chile, assassinaram o Presidente eleito Salvador Allende, liquidaram o regime democrático e deram início ao regime de terror que os EUA patrocinaram através da CIA e outras corporações para, com os seus Boys de Chicago a liderarem as mais arrojadas quanto injustas fórmulas económicas, desenharem o fim da Modernidade. Foi o nascimento da chamada Globalização, com as suas injustiças e as suas ilusórias luzes de néon, a dar vida à etapa histórica e social mais obscurantista de que há memória na história da humanidade; foi o retrocesso às sombras da idade média, disfarçadas com máscaras de tecnologias avançadas; foi a substituição dos cidadãos pelos consumidores e clientes; foi a elevação do FMI, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio ao Olympo dos Deuses em que se transformaram, para melhor sugarem o sangue dos cordeiros/servos do senhor, de todos os senhores que por aí proliferam prometendo paraísos que tardam em chegar, que se adiam todos os dias, que não chegarão nunca apesar da esperança ser a última a morrer, mesmo que nos mate aos bocadinhos todos os dias.