11/11/2008

S. MARTINHO...


A TODO O PORCO CHEGARÁ O SEU S. MARTINHO!...

(Adágio Popular)

27/10/2008

Exercício de Memória...

08/03/2008

Viva a luta dos professores portugueses


Solidariedade com os Professores de Portugal.

8 de Março, dia Internacional da Mulher

Neste dia de todas as Mulheres, quero recordar a primeira Socióloga da História da Sociologia. Nasceu e cresceu na Inglaterra e escreveu mais de cinquenta livros, entre os quais numerosos ensaios. Chegou à Sociologia a partir da sua tradução da Filosofia Positiva de Comte, e, num mundo de homens, defendeu a ideia de que o sociólogo não deve limitar-se a observar, mas deve também agir em prol da sociedade. Martineau foi activista na defesa dos direitos das mulheres e destacou-se também na luta pela emancipação dos escravos.

O Inquietar está de volta

Depois de mais de um mês de ausência, por motivos de força maior, o Inquietar está de volta, saudando os amigos e leitores.

31/01/2008

Homenagem a Manuel Buíça, um Grande de Portugal

Carta/Testamento de Manuel Buíça, escrita no dia 28 de Janeiro de 1908, quatro dias antes da sua morte.
"Manuel dos Reis da Silva Buíça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buíça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Tráz-os-Montes); fui casado com D. Hermínia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D. Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber:Elvira, que nasceu a 19 de Dezembro de 1900, na Rua de Santa Marta, número... rez do chão e que não está ainda baptizada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de Setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de Outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, por ventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de Janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buíça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa,"

A Formação em Portugal...

Este documento chegou-me por E-mail e, entre incrédulo e estupefacto, só me ocorre dizer isto: Há coisas fantásticas, não há?...
(click na imagem para ampliar)

22/01/2008

Tributo a Zeca Afonso


Em Ourém, na Ourearte - Escola de Música e Artes

Já chegou a Portugal...


Foi há pouco mais de um ano, na Escócia, mas o fundamentalismo anglo-americano, estende-se depressa na submissa Europa. Neste cantinho do império - Portugal -, os fantoches têm tanta falta de vergonha, que afirmam que a Lei contra os fumadores é pela preocupação que têm com a saúde das pessoas. No entanto, continuam a fechar as urgências e hospitais, o desemprego não é prioridade, a pobreza não se fala porque envergonha, os ricos continuam a enriquecer à custa de tantos pobres e dizem-me que vivo mais dez anos se deixo de fumar. Deixaria, mas não agora porque não suporto a hipocrisia, não me baixo perante a prepotência, não me calo porque sim ou porque não, não quero, e existo porque continúo a pensar bem ou mal, mas pela minha cabeça.

15/01/2008

Prós e (raras vezes) Contras



Portugal no seu melhor...
Ontem, durante mais um dos programas Prós e (às vezes) Contras, o país assistiu mais uma vez ao deprimente espectáculo proporcionado por dois dos seus medíocres actores, nessa grotesca peça que é a (des)governação nacional. Eles até se esforçam por ensaiar os papéis mas acabam sempre por "borrar" a escrita, fazendo a vida difícil a qualquer encenador por muito malabarista que seja, o que, neste caso, não augura nada de bom para Sócrates e Menezes, responsáveis pela encenação. A coisa começou como sempre: a "moderadora" no papel de actriz principal, faz a introdução à história (há quem lhe chame conto), enfatiza, dramatiza e diz a "deixa" para entrar o actor principal. Até aqui nada de novo. A peça desenvolve-se sem grande emoção com as intervenções do resto do elenco, até que
o 1º actor - o principal -, neste caso o "social oportunista"Eng. Mário Lino no papel de ministro do (des)governo dito Socialista, numa clara fuga ao guião original resolve por em causa a saúde mental da 1ª actriz secundária, a "social stalinista"vice-presidente do PSD, Drª Zita Seabra, numa clara alusão à falta de memória da mesma. Esta, à primeira oportunidade, responde ao ministro que também ele tinha sofrido de "amnésia", talvez um problema de "amnésia global transitória", pois só assim é possível que tenha dito o que disse!,ou teria sido ele menos comunista do que ela? Os figurantes espalhados pela sala esqueceram por momentos o seu papel, e riram à gargalhada como o público. Os actores secundários só sorriram, nos seus papéis de "sábios" da nação, e "assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal".





05/01/2008

LUIZ PACHECO - 1925/2008

Perdera a chave da porta, nem sabia onde. Teve de bater como se fosse um estranho. Uma rapariguita veio abrir.
- Ah! é o menino... - e foi a correr para dentro, deixando a porta escancarada.
- Minha senhora, minha senhora, é o menino! - ouvia-a gritar depois, com alvoroço, lá para os fundos da casa.
Entrou. Podia agora fechar os olhos e caminhar a direito: sabia oh se sabia! onde estava cada coisa, onde um quadro na parede, um móvel, uma begónia no seu vaso solitária, onde o relógio metido na caixa esguia como uma múmia, o contemplavam fixamente. Sabia oh se sabia! os cheiros; o calor das fitas quentes de poeira espelhenta doirada do sol entrando pelas frestas das gelosias e abrindo no espaço dos quartos virados ao Sul paralelas fitas de sol; sabia oh como os lembrava! os ruídos familiares discretos secretos permanentes da casa embalada pelo motor de serração de madeiras do Casal de Santa Luzia. Trazia, trouxera sempre consigo tudo aquilo calcado no seu corpo, enterrado nele e vivendo, ainda, apesar de tudo, como semente oculta que não se sabe quando, talvez um dia vai germinar, crescer, subir até onde se não sabe, como a dor sobe dentro de nós até atingir um limite imprevisível. Sabia tudo daquela casa. Das coisas dela. Tudo o que nela permanecia quieto, inviolado, calmo. Não já assim com as pessoas, coisas fugidias, espantosas e mudáveis: coisas moventes melindrosas frágeis. Fechou os olhos. Entrou. (...)
(...) Como um pequeno raio de sol jogando, brincando numa vidraça, espargindo num eco de luz para todos os lados, partindo-se em mil outros pequeninos raios de sol refulgentes e vivos, ele brincara também, ignorante e atrevido, inconsciente ou desgraçado, com uma qualquer coisa que não sabia bem o que era e aonde estava, mas existia ou existira, por certo, em qualquer parte. Qualquer coisa de frágil e temporário, datada, marcada com princípio e fim, envolvida em história e com uma história por dentro, qualquer coisa negadiça mas teimando, rápida na fuga, pegajosa na queda, fria e quieta no silêncio. Qualquer coisa que era para ser ele e feita por ele, com uma casa em volta, risos e calor, um cheiro a comida quente, conselhos de pai mãe, carícias, por vezes um grito de dor ou ódio. Uma coisa cheia. Uma coisa (talvez) bonita.
Olhou para onde há pouco havia sol e já não o viu. E um silêncio definitivo (definitivo?) veio cair sobre ele, o peso da velha casa deserta, e obrigou-o a ficar ali, quieto e calado, com medo de olhar para trás, quieto e calado, como coisa morta.

(LUIZ PACHECO. De "A Velha Casa", in "O Teodolito", colecção "A Hora do Lobo Nº6", Edições Rolim)

Andando por aí...

Sábado. Longe do ruído da cidade, tarde de chuva, o nevoeiro sobre o rio. O Douro em Valbom.










Aqui já perto de Entre-os Rios.

Agora o Tâmega, pouco antes do encontro.



Do outro lado da ponte, no Torrão, a Árvore testemunha a beleza da Água. Aqui o Tâmega, o Douro além, afagando-se em carícias de nuvens e eternidades.



Na margem sul do Douro, o outro lado, as vinhas repousam luxuriantes de frescura à espera de outros Sóis, lá para os lados de Castelo de Paiva.




Mais azul? Pura ilusão. Aproxima-se a noite atraiçoada pelo flash. Aqui termino hoje. Mas voltarei, sempre se volta...



02/01/2008

Da Saúde - a hipocrisia no seu esplendor...


Com o fim do ano que passou, o governo, quem sabe se confiante num possível adormecimento das pessoas, devido ao efeito de embriaguez provocado pela onda consumista do natal, fechou de uma assentada só, mais seis Serviços de Saúde. Só em Trás-os-Montes, essa terra sistematicamente esquecida pelo poder central, as populações de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar tiveram como prenda natalícia o encerramento dos SAPs (Serviço de Atendimento Permanente), nos seus respectivos Centros de Saúde e, em Chaves foi o Bloco de Partos. Claro está que tudo isto faz parte do "Conceito de Progresso" do Sr. Ministro Correia de Campos, e do seu chefe de fila, o Primeiro Ministro Sr. "inginheiro" Sócrates. O primeiro - Sr. Correia de Campos - afirma mesmo que o encerramento "é para bem das populações", coisa que aliás se verifica nos países mais avançados onde quase não há hospitais, condição pela qual se mede o seú nivel de desenvolvimento, (isto digo eu seguindo-lhe o raciocínio). Enfim, para lá do Marão continuam a mandar os que nem lá vão...

A "BEM da Nação" - ui que isto soa-me a qualquer coisa!,- entrou também em vigor a nova Lei do Tabaco. Fundamentalista na essência, mais do que defender o direito dos não fumadores visa atacar o direito dos fumadores com métodos autoritários, persecutórios, e desrespeitadores dos direitos individuais dos cidadãos. Quanto à preocupação com a saúde das pessoas, meus senhores!, não me façam rir... Querem falar da saúde das pessoas? Pensem nessa terrível doença nacional que é a existência de dois milhões de pobres, pensem nessa terrível doença dos salários miseráveis que se pagam em Portugal, pensem nas reformas de vergonha dos nossos idosos, pensem na idiotía colectiva provocada pela tele-lixo,e acima de tudo, não nos insultem, porque podemos ser pobres mas não somos parvos...

Exercício de memória - 2

Pois, pois...

01/01/2008

Da Justiça


"Na maioria dos tribunais, um homem é o presumível culpado até que prove a sua influência."


Laurence Peter



Em teoria, num Estado de Direito (?) como o português, um homem é presumivelmente inocente até que se prove que é culpado.


Em teoria, claro...

Exercício de memória